Dupla Explosiva

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01.09.2017

Nem a reunião de Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson salva "Dupla Explosiva"

Nada em Dupla Explosiva é novidade. Se você viu qualquer filme de ação/espionagem/policial das décadas de 80 e 90, você reconhecerá muito deles na nova produção estrelada por Ryan Reynols e Samuel L. Jackson, com direção de Patrick Hughes (Os Mercenários 3).

No filme, o principal guarda-costas do mundo (Reynolds) possui um novo cliente (Jackson): um assassino de aluguel que precisa testemunhar na Corte Internacional de Justiça. Por anos eles estavam em lados opostos de um tiro, mas agora eles estão presos juntos. Eles precisam colocar as diferenças de lado para chegarem ao julgamento a tempo.

Dupla Explosiva é o tipo de filme que Deadpool devia ter salvado Ryan Reynolds de fazer. Ele se baseia apenas no carisma de seu elenco estrelar para tapar os buracos que sua previsibilidade deixa transparecer.

Você viu Dupla Explosiva muitas vezes nas últimas décadas (seja protagonizado por Kevin Costner, John Travolta, Bruce Willis, Nicolas Cage ou qualquer um desses astros hollywoodianos).

O roteiro é preguiçoso e como previsto, os personagens se odeiam inicialmente mas precisam trabalhar juntos para sobreviver e chegar ao destino que é satisfatório para ambos. Mas todas as viradas, de ambos os lados da relação, são relaxadas.

Se Dupla Explosiva fosse um remédio farmacêutico, seria um genérico de um laboratório duvidoso, mas como não é, é apenas um filme que você pode ver se quiser desligar o cérebro e não pensar em absolutamente nada.

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AUTOR

Felipe Fornari

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