Henri Henri

() ‧

23.01.2016

O cineasta Martin Talbot, responsável por Henri Henri, merece pontos por sua ambição e ousadia. Em seu primeiro trabalho como diretor, ele tentou criar uma espécie de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain de Quebec.
Se ele conseguiu? Não totalmente, mas o resultado é algo diferente do que costumamos ver sendo lançado nos cinemas, e isso, obviamente, é algo bom.
01HenriHenri
Henri – interpretado com um charme ingênuo pelo ator Victor Andres Turgeon-Trelles (Por l’amour de Dieu) – é um personagem estranho. O título do filme se deve ao fato de que ele não faz ideia de qual é o seu sobrenome. No início, nós o encontramos no convento onde cresceu, prestes a receber o maior choque de sua vida.
As irmãs venderam o convento para um corretor imobiliário que está esvaziando o local e é surpreendido com este rapaz vivendo em meio às freiras. Eles dizem que Henri deve deixar o local, fazendo com que ele fique completamente confuso. Ele não tem ideia do que fazer nem pra onde ir. Logo, ele vaga pelas ruas com um leve torpor tentando descobrir o seu lugar no mundo.
02HenriHenri
No convento, responsável pelas lâmpadas e fiações elétricas, ele não se cansava de repetir seu lema de vida: Ele gosta de trazer luz para a vida das pessoas. E é isso que ele consegue fazer com o público, se você se deixar levar pela ingenuidade do longa.
Talbot consegue, através de enquadramentos inspirados e uma fotografia irradiante, apresentar personagens interessantes dentro de suas estranhezas e peculiaridades, mas o espectador depende de uma mente aberta para aceitá-los.

É nessa ingenuidade que você precisa acreditar para se deixar levar pelo longa. Ele usará a luz como metáfora para iluminar o seu rosto com sorrisos e, por vezes, até lágrimas.
Nota:

[wpdevart_youtube]cPXHfMvF6Uw[/wpdevart_youtube]
TopoMyFFF2016

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Felipe Fornari

OUTRAS CRÍTICAS

Um Filme Dramático

Um Filme Dramático

filme visto durante a 9ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba Quando sentamos para assistir um filme, o que esperamos como pessoas espectadoras? Sobre o quê um filme deve ser? Quais perspectivas deve atender, quem pode olhar e para onde olha...

Living the Land

Living the Land

Living the Land, dirigido por Huo Meng, é um filme que aposta na observação paciente e na sensibilidade para construir um retrato íntimo da vida rural chinesa no início dos anos 1990. A história acompanha Xu Chuang, um menino de 10 anos que permanece em seu vilarejo...

Ataque Brutal

Ataque Brutal

Ataque Brutal, lançado na Netflix, é uma produção que combina elementos de terror, sobrevivência e filme de desastre. O filme apresenta uma premissa clássica de "filme B" elevada a uma produção de streaming: um furacão devastador atinge uma cidade costeira, causando...