Da Cidade Ocidental, em Goiás, para todo o Brasil, Hungria: A Escolha de um Sonho é a cinebiografia que chega aos cinemas para contar a vida e trajetória do rapper Hungria e como ele transformou sua vida e de toda família.
Gustavo da Hungria (Gabriel Santana) vê em tudo à sua volta um motivo para escrever letras de rap. Seus amigos, sua família e seus interesses são o que o motivam a buscar o sonho de se tornar um artista reconhecido, mas, cada vez que ele se vê mais perto dessa realidade, algo parece se colocar em seu caminho. É confiando naquilo em que acredita com todas as forças que Hungria segue em frente até conseguir sua grande chance.

O diretor Izaque Cavalcante traz para as telonas o universo rapper em sua forma mais crua: a origem humilde, os desafios, uma lista homérica de dificuldades que parecem fazer questão de surgir de novo e de novo para testar muito mais do que a capacidade de alguém de fazer o sonho dar certo, até o sucesso nacional.
Há um cuidado evidente em mostrar não só a ascensão, mas também o percurso e, principalmente, a insistência. O longa destaca bem a capacidade do artista de manter sua identidade desde o início da carreira e como ele foi responsável por suas próprias conquistas, sem abrir mão daquilo que o define.

Contudo, como narrativa, alguns detalhes são um pouquinho falhos, como o desenvolvimento dos familiares, a relação conturbada com o pai e a trajetória da irmã, que também conquista aquilo que quer para si. Até as cenas desses trechos parecem mais simuladas do que propriamente vividas, o que tira um pouco da força de enredo que a história carrega.
Ainda assim, Hungria: A Escolha de um Sonho encontra seu valor justamente naquilo que propõe desde o início: contar uma trajetória de persistência. Mais do que sobre fama, é um filme sobre continuar, mesmo quando tudo ao redor parece empurrar na direção contrária.







