Jadotville

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09.10.2016

"Jadotville" fala sobre a história desses homens que foram colocados numa situação totalmente desconhecida, num local remoto e que estavam tão expostos quanto sem recursos

A Guerra Fria afetou várias outras partes do mundo por tomada de poder, um desses lugares foi a África, por sua grande riqueza mineral. Em 1961, o Congo elegeu seu novo primeiro-ministro, que tentou expulsar toda essa influência internacional na extração de seus bens naturais e exploração do seu território, levando ao assassinato do governante. Essa história real, iniciou uma guerra civil no Congo e teve intervenção das Nações Unidas para resolver o conflito.

Como país neutro nos interesses de Katanga no Congo, a Irlanda enviou uma tropa de soldados direcionados a Jadotville para defender o local dos mercenários katanganeses. O problema é que a Irlanda nunca havia entrado em guerra antes e isso era uma preocupação recorrente entre os soldados, que se prepararam fisicamente e com muita teoria na supervisão do comandante Quinlan, interpretado por Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza) mas não tinham um plano ofensivo caso fossem atacados, mesmo tendo como objetivo se manterem imparciais.

Jadotville o novo filme original Netflix, dirigido por Richie Smyth, fala sobre a história desses homens que foram colocados numa situação totalmente desconhecida, num local remoto e que estavam tão expostos quanto sem recursos. Mesmo inseguros, eles seguiram ordens e tentaram sobreviver sobre um ataque cheio de surpresas. Ainda que o filme tenha acertado no elenco, Dornan ainda não parece estar pronto para uma posição de comando e admiração tão forte quanto um comandante militar precisa ter, vai ver por essa inexperiência que, também é tratada na história, ele tenha sido a opção para o papel.

O interessante da trama é ver os soldados tomarem decisões e cuidarem uns dos outros deixando pra trás todos a preparação que tiveram através de livros, mas realmente imersos naquele problema real de sobrevivência em trincheiras improvisadas e pouco poder de fogo. Além do desenvolvimento dos personagens que que não são exagerados, mas ganham seus momentos em diálogos pontuais, a filmagem de guerra é muito competente em criar o suspense e a reação de antecipação para um novo ataque.

Mesmo seguindo alguns clichês de filmes de guerra, por ser uma história inédita a ser contada na tela o filme tem suas vantagens, até pela plataforma de lançamento que é um pouco menos pressionada, e a produção tem essa leveza, além de comprometimento com os fatos e detalhes de cenário e objetos. Fato é, que Jadotville é um filme inesperadamente bom e que foi feito para mostrar agradecimento aos homens que foram tão injustiçados, sem entrar em spoilers, mas que depois de décadas tiveram seu valor reconhecido.

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AUTOR

Felipe Cavalcante

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