O Bebê de Rosemary

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"O Bebê de Rosemary": um cássico aterrorizante para a temporada de Halloween

Ah, é terror que você quer, né? Ué Melissa, claro, é mês de Halloween, quero terror! Então lá vai a dica de hoje, filme maravilha de terror que tem obrigatoriamente estar em qualquer lista que se preze: O Bebê de Rosemary.

Esse filme é bizarro. Deixa começar mencionando que filmes de terror que envolvem crianças me tiram o sono. Isso porque partimos do pressuposto que não existe nada mais puro e imaculado que uma criança… e se ela está em um filme de terror, ela está minimamente contaminada pelo mal… em O Exorcista, a guria tava endemoniada, minha gente! Isso acontece também em A Profecia. E se eu te contar que todos os filmes das décadas de 1970 e 1980 (tem vários!) com crianças endemoniadas derivam de O Bebê de Rosemary? É, caro leitor, tem sempre um precursor.

Então primeiro spoiler dado: tem bebê endemoniado neste filme. E lá vai o segundo spoiler: o bebê nunca aparece. Isso porque O Bebê de Rosemary gira todo em torno da Rosemary, grávida e sendo manipulada (ou será mesmo que está sendo manipulada? Talvez ela esteja alucinando…) por uma seita satânica maluca.

E eu acho que essa é uma das coisas mais legais desse filme: ele mexe com você! Não dá pra ter certeza, pois temos o ponto de vista de Rosemary (e lembra de Bentinho e Capitu, caro leitor, ponto de vista único nunca presta!), impressionada com tudo, ingênua, criando um complô gigantesco no qual envolve até o marido. Opa, sinal vermelho aqui, caro leitor. Desacreditar uma mulher, criticá-la por inventar histórias mirabolantes, desconfiar de vizinhos velhinhos fofinhos e do marido dedicado… essa história soa tão atual que é doloroso olhar pra ela por essa ótica machista.

Dirigido por Roman Polanski e produzido pelo bárbaro William Castle, esse clássico do terror é de 1968. Apesar de antigo, não se engane, ele vai te impressionar, seja pelo ambiente tenebroso do prédio para onde o jovem casal se muda (filmado no malfadado Dakota, em Nova York), seja pelas atuações brilhantes de Mia Farrow como Rosemary Woodhouse, a mãe do tal bebê, e de Ruth Gordon como Minnie Castavet (ela inclusive ganhou Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel).

Já falei do roteiro muito bem amarradinho, adaptado do livro de mesmo por Polanski e o autor da obra, Ira Levin, das duas atrizes incríveis, que fazem a mãe do bebê e a vizinha idosa do casal, e agora vou falar de um personagem que para mim faz toda a diferença: o prédio onde a história se passa. Personagem, Melissa, como assim? Pois é… o prédio e os apartamentos são tão tenebrosos, escuros, com passagens secretas e histórias macabras que fazem toda a diferença no filme. É quase como estar assistindo um filme de casa mal-assombrada. E quando você descobre que o filme foi gravado no Dakota, um prédio considerado mal-assombrado, a experiência de assistir O Bebê de Rosemary fica ainda mais instigante.

Bom, é isso. Vale a pena conferir o filme no streaming mais próximo o mais breve possível. Com muita pipoca, um refri e talvez um mousse de chocolate. Aproveita que o Halloween tá chegando e veja esse clássico!

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