O Perfume Verde

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15.01.2024

“O Perfume Verde”: Uma aventura misteriosa recheada de absurdos, onde não fazer sentido é melhor do que fazer

Aqui vão algumas informações rápidas sobre o filme:

  1. O filme se propõe uma ficção investigativa.
  2. Foi dirigido por Nicolas Pariser.
  3. O título foi traduzido para o inglês como “The Green Perfume”.
  4. A história mistura cenas de tensão com momentos cômicos.
  5. O longa é um retrato do típico humor francês, que é bem diferente do humor padrão que estamos acostumados em filmes internacionais.
  6. Roteiro confuso que não engaja.

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Em um teatro em Paris, um ator é envenenado durante a apresentação. A polícia suspeita de Martin, colega de elenco e amigo da vítima. Para piorar a situação, um grupo misterioso chamado Le Parfum Vert começa a persegui-lo. Atrás de aventura, Claire, uma cartunista excêntrica, oferece ajuda inesperada a um Martin cheio de problemas.

ROTEIRO COMPLICADO OU UMA HISTÓRIA CONFUSA?

Que saia justa, ein? Geralmente sou bem generoso quando se trata de fazer resenhas de filmes, mas aqui não vou conseguir defender O Perfume Verde. Pouquíssimas vezes um filme consegue misturar suspense com humor e sair vitorioso nessa empreitada. Como são gêneros opostos, é necessário fazer uma escolha: ou é um filme de suspense com um toque leve de humor, ou é um filme de comédia com plot de mistério. Tentar equilibrar as duas coisas é uma tarefa árdua e geralmente com resultados desastrosos. E esse filme não me deixa mentir. Ele não se define.

Em alguns momentos você se prende com a tensão para em seguida acontecer algo bobo para cortar o clima. Se Nicolas Pariser tivesse optado por uma comédia assumida talvez o filme fizesse mais sentido. Para complicar ainda mais, o humor francês tende a ser satírico e inteligente, diferente do humor fácil e escrachado dos americanos e brasileiros. Talvez, e eu reforço o talvez, esse tipo de humor refinado não tenha sido a melhor escolha.

VALE A PENA VER ?

Não é só o roteiro que é difícil, responder essa pergunta também é! Eu cresci ouvindo a seguinte frase “gosto é que nem cabelo depois dos 30, tem gente que tem e tem gente que não tem”. Vai que eu digo “não assista! Filme podre!” e você vai e ama. Pode acontecer. Então deixo para você decidir. Mas vá com a mente aberta. Talvez eu tenha me decepcionado por esperar muito. Ao contrário de mim, não espere champanhe. Vá preparado para um corote daqueles de cor azul. Pode ser que a experiência seja outra!

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Viní­cius Gratão

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