O Que as Mulheres Querem

23.07.2015 │ 11:42

23.07.2015 │ 11:42

O título sugere um filme que esclareça o que as mulheres representadas querem. Mas a impressão que fica é que elas não fazem a menor ideia. Aqui temos 11 mulheres que vivem em Paris e passam por problemas comuns ou nem tanto.
Ysis (Géraldine Nakache) é uma mulher casada, mãe de quatro filhos, que de repente se vê apaixonada pela babá, Marie (Alice Taglioni). Agathe (Laetitia Casta) é uma advogada pouco autoconfiante que é apaixonada por seu colega de trabalho bonitão (Pascal Elbé), mas sempre que está perto dele, seu estômago apresenta uns barulhos estranhos, envergonhando-a constantemente. Rose (Vanessa Paradis) sempre colocou a carreira em primeiro lugar, mas se descobre sem amigos, família ou filhos e com uma taxa elevada de testosterona. Sua assistente, Adeline (Alice Belaïdi) tem um drama pessoal bem pesado, sua mãe tendo matado seu pai.
Jo (Audrey Dana), interpretada pela diretora do filme, é ninfomaníaca e amante do marido de Inès (Marina Hands), que não enxerga o caso do marido e que trabalha para Lili (Isabelle Adjani), estilista de moda – o que é estranho, porque esperava um estilo à la Miranda Priestly, o que não acontece aqui. Fanny (Julie Ferrier), a mais engraçada, é uma motorista de ônibus, casada e infeliz sexualmente, até começar a ter casos com estranhos que encontra na rua. Sam (Sylvie Testud) é irmã de Lili e enfrenta um câncer de mama e Sophie (Audrey Fleurot) é vizinha de Jo e outra que trabalha para Lili.
Essa fórmula de histórias que se entrelaçam a um certo ponto do filme é antiga e funciona quando bem executada. Aqui, porém, parece que falta tempo para desenvolver essa ligação pouco a pouco; as conexões são explicadas, mas alguns personagens são realmente dispensáveis, enquanto outras são bem mais interessantes. O final é bacana, com algumas situações revertidas e muitas resoluções.
O que as mulheres querem reúne um elenco de atrizes francesas famosas, mas a história está montada em estereótipos de mulheres histéricas e situações caricaturescas. Foi um grande sucesso na França, talvez por ser uma comédia leve com tantas atrizes conhecidas e queridas ao público francês. Vale assistir em uma sessão da tarde com as amigas.

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