O Que Eu Fiz Para Merecer Isso?

21.04.2016 │ 10:44

21.04.2016 │ 10:44

A tradução brasileira desse título faz crer que é uma continuação do outro filme com o ator Christian Clavier, Que Mal Eu Fiz a Deus?, mas não se engane (como eu! rs). São filmes completamente diferentes, mas ambos muito divertidos.
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A história de O Que Eu Fiz Para Merecer Isso?, cujo título original (Une Heure de Tranquillité) é traduzido livremente por Uma Hora de Sossego, mostra um dia que deveria ser de sossego e tranquilidade na vida de Michel Leproux, mas se torna um verdadeiro inferno, com ele tendo que gerenciar crise atrás de crise – inclusive suas próprias.
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Neste belo dia, ele sai pelas ruas de Paris e encontra um LP de jazz que havia procurado por parte de sua vida e consegue comprá-lo por um ótimo preço, o que estabelece um tom maravilhoso para seu dia – ao menos até chegar em casa.
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Para começar, há uma obra em andamento e ele descobre ser em seu próprio apartamento, enquanto está tentando escutar o bendito LP. Depois é a moça da limpeza, Maria (Rossy de Palma), que hilariamente fica fungando bem alto. Aí tem seu filho, Sébastien Leproux (Sébastien Castro), que ele descobre estar abrigando uma família de imigrantes no andar de cima. Além disso, o cara que está fazendo a obra não fala francês direito, a obra dá errado, o vizinho de baixo reclama, a amante de Michel resolve ter crise de consciência, a mulher de Michel tem um segredo a contar, enfim, tudo para torrar e tirar a paciência de Michel, obviamente.
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A história é quase toda ambientada no apartamento de Michel e sua mulher, Nathalie Leproux (Carole Bouquet), um baita apartamento no 16o arrondissement de Paris. Essa configuração é ótima para o filme e os sentimentos do protagonista, pois em um espaço tão grande, há tantas pessoas zanzando que ele se sente sufocado, para terminar o filme se sentindo solitário quando não há mais ninguém. De novo pergunto: quem nunca? rs
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Quem nunca se sentiu em um dia dos infernos como esse que atire a primeira pedra. O filme é delicioso, promete arrancar muitas risadas do público com os personagens e tem uma mensagem até terapêutica no final. Não vou contar, mas aconselho a assistirem, não vão se arrepender.
Nota:

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