Rosario é uma produção de terror com duração de 1h28, dirigido por Felipe Vargas. O filme tem em seu elenco nomes como Emeraude Toubia, que interpreta a protagonista, David Dastmalchian e José Zúñiga.
A trama segue a empresária Rosario, que precisa voltar à sua antiga casa de família após a morte de sua avó, com quem estava afastada. Devido a uma forte nevasca, ela fica presa no local, com o corpo da avó, e logo descobre que uma maldição ancestral se manifesta, forçando-a a enfrentar forças malignas e segredos enterrados.
A atuação da protagonista, Emeraude Toubia, e a qualidade visual do filme são muito boas, incluindo a cinematografia e a iluminação. A ambientação claustrofóbica, causada pela nevasca e pelo ambiente sujo da casa, também me chamou a atenção.

Uma das principais falhas é o uso excessivo de clichês do gênero e o ritmo da narrativa, que torna o filme cansativo e previsível. Há quem dirá que o longa tenta misturar muitos elementos sem muito nexo.
Rosario se destaca por incorporar a cultura mexicana e a feitiçaria Palo Mayombe em sua trama. Ele também tenta abordar temas mais profundos como a culpa familiar e a experiência de imigrantes. O filme aborda a questão dos imigrantes mexicanos nos Estados Unidos e a reconexão com a cultura de origem, mas não consegue explorar esses temas de forma profunda.
A direção de Felipe Vargas é uma tentativa de evocar obras como Arraste-me Para o Inferno, de Sam Raimi, mas sem o mesmo impacto. O diretor, em sua estreia em longa-metragem, entrega habilidade em criar uma atmosfera de pavor e tensão. O visual do filme é excelente, com fotografia, iluminação e design de produção bem elaborados, que ajudam a construir o clima claustrofóbico e assustador.
O filme também utiliza elementos de body horror (terror corporal) e jump scares que, individualmente, são eficazes. Algumas cenas de susto são bem construídas para fãs de terror que gostam de possessão demoníaca e feitiçaria.

O roteiro de Alan Trezza é um pouco fraco e previsível. A protagonista, Rosario, toma decisões que desafiam a lógica e a sua reação a eventos paranormais é pouco convincente. Sua falta de reação ao perigo compromete a credibilidade da história.
Embora as cenas de susto isoladamente funcionem, o filme como um todo não tem uma boa “liga”. O ritmo é acelerado demais em alguns momentos, e a transição entre as cenas não é fluida, o que prejudica a coesão da narrativa. A trama, que seria ideal para um curta-metragem, foi esticada demais para um longa.
Alguns vão achar o filme assustador e com cenas de bom efeito, enquanto outros poderão achar os sustos muito previsíveis. Às vezes a protagonista reage de forma pouco convincente aos eventos paranormais.
Em resumo, Rosario é um filme que acerta na forma (visuais, direção de arte) mas erra no conteúdo (roteiro, desenvolvimento de personagens).No geral, é um bom filme de terror que funciona, porém esquecível. No entanto, se você é fã de terror e gosta de produções que se aprofundam em temas de mitologia e maldições, pode ser uma boa pedida.




