Para Sempre Alice

13.03.2015 │ 13:58

13.03.2015 │ 13:58

Há muitos sentimentos e sensações em Para Sempre Alice, de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, baseado no livro de Lisa Genova. Mas o provável é que o filme seja lembrado apenas como o filme pelo qual Julianne Moore levou o Oscar de Melhor Atriz. Uma pena!
Moore desempenha perfeitamente seu papel. A veterana atriz consegue nos carregar pelo gradual declínio de sua personagem na doença de Alzheimer. Mas, mesmo se tratando de uma história ficcional, seus sentimentos são palpáveis. Ela interpreta uma pessoa, não sua doença.
Infelizmente, o resto do filme não chama tanta atenção. Alec Baldwin, como seu marido e Kate Bosworth, como uma de suas filhas, não são bem desenvolvidos pelo roteiro. Kristen Stewart, que interpreta a filha mais nova de Moore, é quem tem mais chances. Mas seu desempenho, embora esteja a contento, é ofuscado pelo de Moore.
Ainda assim, Para Sempre Alice é bem pesquisado e sincero em suas intenções. O roteiro parece esquemático em alguns momentos, e as conversas sobre o legado genético da doença parecem arrancados de documentários sobre o assunto.
O filme tem sim seus clichês, como quase toda obra Hollywoodiana, mas é comovente e trata do seu tema com cuidado. Era o que deveria se esperar!

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