Recife Assombrado 2: A Maldição de Branca Dias

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Habitantes dos cantos escuros da internet, sejam todos bem-vindos a mais uma tour pela cidade mais assombrada do Brasil

“Isabel e seu grupo de amigos investigavam casos paranormais em Recife, para seu canal na internet, quando em um dia são contratados por um enigmático empresário da região, para encontrarem o tesouro da lendária Branca Dias.”

Escrito por Ulisses Brandão e Jaqueline Brandão, dirigido por Adriano Portela, e estrelando Vitória Strada, Daniel Rocha, Gil Paz, Pally Siqueira, Beca Barreto, Madu Melo, Márcio Fecher, Washington Machado e Cinthia Buarque, Recife Assombrado 2: A Maldição de Branca Dias é uma sequência alucinante, imersa em terror e folclore, e que supera demais o original de 2019.

É uma produção criativa e interessante, que mesmo dando vários passos além, não abandona os elementos e personalidade que ajudaram a moldar a obra original.

Eu gostei demais da experiência em quase 100% do tempo, e acredito que os fãs de terror irão gostar também.

Dentro do âmbito dos acertos e pontos positivos, é necessário frisar que o filme é muito superior tecnicamente ao primeiro, contando com ótimas sequências, maior número de cenas interessantes visualmente, e linguagens diferentes, como a utilização pontual do estilo “found footage”, assim como belos cenários e figurinos.

A obra expande o seu “lore”, e a sua mitologia ao apresentar novos personagens e objetos, traz de volta alguns personagens do filme anterior, porém, com foco em um novo grupo, jovens investigadores paranormais, que divulgam o seu conteúdo na internet. Além disso, eles demonstram ser bastante inteligentes, não necessariamente estereotipados como de costume, e em maior ou menor grau tem sua importância na trama.

Nesta sequência, o principal diferencial é de que não existe mistério entre se o sobrenatural é ou não real, se existe um embate entre acreditar ou não, existe minimamente estabelecido isso, enquanto no primeiro filme, existia essa questão em alguns personagens.

Já o principal defeito é o quinto final da obra, que decai rapidamente ficando quase irreconhecível perante a qualidade intrínseca apresentada até então. Momentos “Deus Ex Machina” para chegar a uma conclusão e rapidamente resolver a história, além de ter descambado para algo muito infantilóide, tanto no embate final, como na “cena pós-crédito”, dando a impressão que tiveram muita vontade de botar tudo a perder.

Sendo assim, a conclusão que chego, é de que Recife Assombrado 2 supera todas as expectativas, principalmente em relação ao primeiro filme, sendo em quase toda a sua duração muito superior tecnicamente ao seu antecessor, assim como uma ótima obra de terror nacional, merecendo 4 de 5, apesar do final tenebroso.

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