Resenha │ Jack Reacher: Sem Retorno

24.11.2016 │ 14:24

Edward Zwick, pode não ser um dos cineastas mais conhecidos no mercado, mas você já deve ter assistido a algum de seus filmes: Lendas da Paixão, O Último Samurai (também com Cruise), Diamante de Sangue e Tempo de Glória, são apenas alguns exemplos de filmes bem-sucedidos nas bilheterias e com indicações a prêmios! Pois Zwick está de volta aos cinemas no comando de Jack Reacher: Sem Retorno.
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Em Sem Retorno, continuação do sucesso de 2012, o personagem título, interpretado por Tom Cruise, enfrenta duas questões sérias ao chegar em Washington: uma mulher que Reacher não conhece entra com uma ação de paternidade alegando que ele é pai de sua filha adolescente, Samantha (Danika Yarosh, da série Shameless), e além disso, a major Susan Turner (Cobie Smulders, a Maria Hill do Universo Cinematográfico Marvel), que ele levaria para jantar, está presa e acusada de espionagem militar. Reacher resolve, então, iniciar as investigações por conta própria.
A adolescente Samantha incrementa o longa trazendo diálogos divertidos e mostrando o caráter ético do personagem principal, que, embora não saiba se é pai ou não da personagem irá defendê-la até o fim das investidas dos malfeitores contra ela para atingi-lo. A moça é bastante esperta e auxilia nas investigações e fugas dos dois personagens principais.
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Cruise no auge dos seus 54 anos, ainda arranca suspiros da plateia feminina. Apesar dos boatos de botox aplicado, seu rosto traz lembranças irresistíveis dos anos que ele era mais sorrisos, menos sério, e nos fazia suspirar e desejar ser as mocinhas dos filmes que ele protagonizava.
Lógico, como todo filme Hollywodiano, existem clichês. Reacher exibe as habilidades que o tornaram lenda das Forças Especiais, e o líder dos inimigos é tão mortífero quanto ele e isto promete um confronto final entre os dois, como só o cinemão pipoca sabe fazer.
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A segunda aventura estrelada por Jack Reacher traz uma breve participação do autor do livro homônimo, Lee Child. Ele afirma que Cruise traz a identidade do personagem para a telona. O Último Tiro e Sem Retorno, na visão do autor, foram aprovados e ele tem ainda 19 livros à espera para possível adaptação por Cruise. Se depender do gancho deixado neste filme, outros com o personagem virão para nos divertir (ou até uma possível série de TV).
Vale à pena todo o esforço de Cobie Smulders que teve intenso treinamento para não usar dublês, assim como Tom que é bastante experiente em filmes de ação (vide toda a franquia Missão: Impossível). O treinamento da atriz durou aproximadamente oito semanas antes de começar as gravações. Ter Tom Cruise como parceiro e competidor não é nada fácil, e parece ter sido bastante desafiador para a atriz, que afirmou ter aprendido a ser mais rápida que ele. Os dois se deram bem desde o início e o filme demonstra toda essa química entre os dois. Espero encontrá-la novamente em Vingadores: Guerra Infinita, em 2018.
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O longa cumpre o propósito do divertimento sem compromisso! Para mim e minhas amigas cinquentonas, que estiveram na pré-estreia, foi uma delícia perceber que nosso ídolo dos anos 1980 ainda dá um bom caldo cinematográfico.
Nota:

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Jack Reacher: Sem Retorno

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