Sobrenatural – Capítulo 2

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22.11.2013

A história de "Sobrenatural: Capítulo 2" continua praticamente a mesma

“Sobrenatural: Capítulo 2”. O que tem de diferente? Nada. E quem disse que filme de terror precisa ter alguma coisa diferente, minha gente? Não precisa. Precisa apenas entregar muitos sustos. Claro que a maneira como estes sustos são entregues faz toda a diferença, e parece que o diretor James Wan descobriu como fazer isso melhor do que ninguém.

Bom, Wan já tinha arrasado este ano com “Invocação do Mal”, que trouxe uma releitura bem aterrorizante dos já batidos filmes de casas mal-assombradas. E pra provar que ele consegue se superar, trouxe “Sobrenatural: Capítulo 2”, que supera o primeiro filme. O que a gente sabe muito bem que é difícil de acontecer porque sequels – principalmente de filmes de terror – normalmente não dão muito certo. Taí “Bruxa de Blair: O Livro das Sombras” pra provar isso.

Voltando à “Sobrenatural: Capítulo 2”, a história continua praticamente a mesma – a família está sendo perseguida por espíritos que desejam voltar à vida. Simples. Mas tem um twist: aqui o Wan parte pras explicações, no bom estilo das continuações de “Atividade Paranormal”. E funciona muito bem. Enquanto você fica distraído tentando encaixar as pecinhas do quebra-cabeça, ele vai fazendo bom uso de movimentos muito inteligentes de câmera, com criaturas nada simpáticas pipocando de cantos escuros, e te assustando. E quando os personagens do filme não tem coragem de olhar pra um cantinho escuro, a câmera chega a ficar de ponta-cabeça pra mostrar pra gente o que é que tem lá.

E lembrando desta cena em que os personagens usam handycams para investigar uma casa, além de outras muitas que não vou citar pra não revelar nada, me faz pensar em muitos filmes. Lembrei de “Bruxa de Blair”, “O Iluminado”, “Poltergeist” e “Terror em Amityville”, além de um outro que não vou poder contar, pois aí vai ser spoiler feio. Fica pra você descobrir 😉

Bora relembrar que o filme é uma continuação. Mas não só isso. Uma continuação com sensação de trabalho bem feito, que fecha direitinho todas as arestas – peraí, todas sei lá, mas pelo menos as mais importantes. E, #ficaadica, melhor você assistir ao primeiro filme antes de ver o segundo.

Indicação: Vale a pena ver no cinema, pois entre risinhos nervosos e silêncios absolutos você vai ter uma experiência completíssima!

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AUTOR

Melissa Correa

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