Souvenir

09.03.2017 │ 08:31

09.03.2017 │ 08:31

Com uma das atrizes mais comentadas da atualidade no elenco, o longa francês Souvenir tenta trazer novamente ao estrelato uma diva que há muito caiu no esquecimento. Isabelle Huppert (indicada ao Oscar pelo magnífico Elle) entrega, mais uma vez, uma boa atuação, mas dessa vez em um filme mais mediano.
Aqui temos a história de Liliane Cheverny, uma mulher solitária e amargurada devido a acontecimentos do seu passado. Hoje ela trabalha em uma fábrica alimentícia, mas anos atrás foi uma estrela no país conhecida por interpretar a canção Souvenir. Laura (seu nome artístico) acabou caindo no ostracismo depois da separação conturbada com seu marido na época, um empresário que cuidava de sua carreira. No meio de tudo isso acaba entrando Jean, um boxeador que também é empregado da fábrica nas horas vagas. Ele descobre a verdadeira identidade de Liliane e a partir daí nós já temos muito o que imaginar…

Com essa premissa não muito original, tendo um grande toque de Crepúsculo dos Deuses com uma pitadinha de Tempos Modernos, Souvenir tem alguns highlights. A química do casal de protagonistas funciona muito bem (Isabelle e Kévin Azaïs), a construção de queda/ascensão é feita de modo crível e o filme é bem belo, tendo um toque de leveza particular do cinema francês.
Outro ponto interessante aqui é a construção da personagem principal. A cada momento somos surpreendidos com novas camadas de Liliane, coisa que ajuda o espectador a ficar preso na tela mesmo em um filme mais denso como esse.

O grande Souvenir da produção é Isabelle entregando o seu melhor na tela. A atriz canta, arrisca algumas dancinhas e podemos ver a mudança de humor da personagem estampada no rosto da atriz. Isso de atuar sem ter falas é magnífico e tende a funcionar muito bem nessas histórias.
No final das contas, o filme acaba sendo um culto de adoração à atriz. E, claro, super merecido. Não poderíamos esperar menos de Isabelle, né?
Nota:

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