Eu sei que estou aqui para falar sobre terror, mas vocês já assistiram a animação Os Incríveis? Tem uma cena que o vilão (Síndrome) retorna para a batalha final e apresenta o seu trunfo dizendo “É maior, é melhor…”. Então, seis anos após o sucesso (no submundo cinematográfico tá) de Terrifier, temos o lançamento de Terrifier 2 e sim, ele “é maior, é melhor…” é simplesmente o fino do trash.
Esse segundo filme teve muito mais divulgação. Pessoas que nem tinham assistido ao primeiro filme estavam compartilhando notícias, memes do Art, não faziam ideia do que se tratava, mas estavam encantadas com esse palhaço extremamente expressivo. Toda essa divulgação me preocupou, achei que o filme iria perder a sua essência, deixaria o trash de lado, a brutalidade e se tornaria um filminho comercial normal. Fui assistir ao segundo filme com esse medo, mas por dentro com muita esperança que Art continuasse o mesmo.

Para a minha felicidade o filme “continuou o mesmo”. Agora com mais verba, mais preparo e um público maior, o filme evoluiu bastante. Tudo que foi bom no primeiro ficou ainda melhor nesse.
A história continua boa, simples e direta como deve ser. Tudo vai fazendo sentido (o que é pra ter algum sentido rs) com o passar do tempo. As mortes são brutais, graficamente lindas e cruéis.
Ótimas atuações de todo mundo no elenco, destaque novamente para Art, O Palhaço. O fato de ser um palhaço já causa pânico em muita gente, um palhaço mímico com essa cara então, pronto, ficou perfeito. As caras e bocas, os gestos, tornam ele extremamente assustador.

Estão construindo todo um universo para Art, O Palhaço e pela qualidade dos filmes e principalmente o estilo do personagem, se continuarem com essa pegada, Art vai merecer um lugar ao lado de grandes nomes como Michael Myers, Freddy Krueger, Jason Voorhees e Leatherface, só que mais trash, mais bruto e mais assustador. Digo isso em termos de carisma e crueldade do “bicho-papão” do filme.
Em tempos em que quase tudo é feito com computação gráfica, esse pessoal dos efeitos práticos merece muito respeito e admiração. Espero que Art retorne em breve.
Um filmaço que vale muito a pena ver, mas como falei no primeiro filme, não é um filme para todo mundo.





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