Três Amigas

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"Três Amigas": Um retrato das escolhas e consequências

“Antes, a consequência do engano, a dúvida de nunca viver”. É uma boa frase para resumir as desventuras de Três amigas. Emmanuel Mouret explora Joan (India Hair), Alice (Camille Cotin) e Rebecca (Sara Forestier). Entre a razão e a emoção, amores platônicos e elucubrações.

Joan se vê desencantada por Victor, seu esposo. Sabendo que o coração do homem é enganoso, sua amiga Alice a tranquiliza compartilhando que não se vê apaixonada por seu esposo, mas que existe algo especial, no meio, entre a paixão fervorosa e o platonismo. Mesmo assim, Joan decide deixá-lo e isso muda o destino de sua familia para sempre.

Enquanto isso, Alice e Eric se vêm em uma daquelas situações tragicômicas onde, tudo o que queremos está em nossa frente mas ainda não percebemos. Ambos se colocaram em relações extraconjugais para chegarem a conclusão de que tudo o que querem é um ao outro.

Já Rebecca parece estar num momento de busca. Busca por si mesma, por sentido, por experiências. Ela até se envolve com Eric, marido da amiga. Ingênua? Talvez. Mas também muito verdadeira em seu desejo de sentir tudo intensamente, mesmo quando isso a leva a más escolhas.

O enredo é cheio de reviravoltas sem querer passar lições de moral. Mais sobre a jornada do que sobre um destino. Fala de sentimentos sem fazer drama demais, de escolhas que parecem pequenas, mas moldam toda uma vida. Joan, Alice e Rebecca talvez não tenham feito as melhores escolhas. Mas fizeram escolhas. Afinal, viver é isso: decidir, errar, acertar e, principalmente, seguir em frente.

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