Twister

(1996) ‧ 1h53

20.06.1996

"Twister": Um furacão de efeitos visuais e emoções

Twister, dirigido por Jan de Bont, é um típico blockbuster de verão que promete ação e efeitos visuais impressionantes. A trama gira em torno de dois grupos de cientistas rivais que perseguem tornados no Oklahoma com a intenção de coletar dados que possam melhorar a previsão de tempestades. Helen Hunt interpreta Jo, uma cientista obcecada por tornados desde que viu seu pai ser levado por um quando era criança. Ela é acompanhada por seu ex-marido Bill, interpretado por Bill Paxton, e sua equipe.

O filme começa com uma sequência ambientada em 1969, onde vemos a jovem Jo perder o pai. Esta cena estabelece a motivação de Jo e cria um vínculo emocional com o público. Quando a história avança para a década de 1990, vemos Jo e sua equipe tentando testar “Dorothy”, um dispositivo projetado para coletar dados de dentro de um tornado. Esta missão perigosa e emocionante é o coração do longa.

Twister é um espetáculo visual, graças ao trabalho impressionante da Industrial Light & Magic (ILM). Os tornados são recriados com um realismo possível na época do lançamento do filme, e as cenas de destruição são tanto aterrorizantes quanto fascinantes. De Bont mantém o ritmo acelerado, com sequências de ação intensas que mantêm o espectador na beira do assento. No entanto, é importante não pensar muito sobre a lógica por trás dos eventos, já que o filme frequentemente sacrifica a credibilidade em prol do entretenimento.

Apesar de suas qualidades visuais, Twister tem suas falhas. O enredo é simplista e cheio de clichês típicos de filmes de desastres. A inserção de um rival humano, interpretado por Cary Elwes, parece desnecessária e não acrescenta muito à história. Os conflitos românticos entre Jo e Bill também são supérfluos e não conseguem gerar grande interesse. A presença da personagem de Jami Gertz, a noiva de Bill, é particularmente irritante e poderia ter sido facilmente eliminada.

As performances de Helen Hunt e Bill Paxton são sólidas e ajudam a manter o filme ancorado na realidade. Eles têm uma boa química e conseguem tornar seus personagens simpáticos, apesar das limitações do roteiro. A direção energética de De Bont, combinada com a trilha sonora poderosa e os efeitos sonoros imersivos, contribui para a experiência emocionante que Twister oferece.

O filme também inclui algumas informações úteis sobre como reagir em caso de um tornado, embora estas sejam apresentadas de forma rápida e muitas vezes passadas despercebidas no meio da ação frenética. Twister não pretende ser um documentário educativo, mas sim um entretenimento de grande orçamento que visa impressionar o público com suas cenas espetaculares de desastres naturais.

No geral, Twister cumpre o que promete como um blockbuster de verão: proporciona uma montanha-russa de emoções com suas sequências de ação e efeitos visuais. Apesar de suas falhas no desenvolvimento de personagens e no enredo, o filme consegue entreter e envolver o espectador. Para aqueles que procuram uma experiência cinematográfica emocionante e visualmente deslumbrante, a produção ainda é uma escolha certeira.

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AUTOR

Felipe Fornari

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