Um Dia Perfeito

21.07.2016 │ 16:34

21.07.2016 │ 16:34

O tom de ironia no título de Um Dia Perfeito não é mera coincidência. Está longe de ser um dia perfeito. Salvo o trabalho um tanto fora do comum – aqui temos profissionais no ramo da ajuda humanitária em “algum lugar dos Balcãs” em 1995 –, basicamente é um daqueles dias onde é preciso engolir muitos sapos e tentar lidar com uma burocracia sem fim. Ou seja, uma jornada de trabalho comum.
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Benicio Del Toro é Mambrú, líder de uma equipe de humanitários convocados para retirar um corpo de um poço, para que as pessoas possam ter acesso novamente a água potável. Tim Robbins faz o papel de B, seu colega, e os dois têm uma dinâmica ótima, a verdadeira alma do filme. A ex de Mambrú, Katya, interpretada por Olga Kurylenko, e a novata no trabalho Sophie, interpretada pela francesa Mélanie Thierry, aparecem para dar uma chacoalhada nos acontecimentos, e nos vemos diante de uma curiosa road trip.
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A grande questão é que fica uma batalha de interesses entre os poderosos, dificultando e impedindo algo simples como a retirada de um corpo de um poço. É difícil se identificar com um trabalho tão distante de nossa realidade, mas é fácil se identificar com as sensações dos personagens frente aos problemas enfrentados. O filme é bem divertido, com muitos momentos em que você se pega perguntando “Mas que diabo? É sério isso?”, embora com alguns elementos dispensáveis, como o garotinho que aparece do nada e depois não serve para coisa alguma rs
A lei de Murphy nada mais é do que uma questão de probabilidade de erros/acertos. Basicamente, o que tem que acontecer, acontecerá. Escolhemos ver o lado negativo com maior frequência, mas neste filme, assim como na vida, embora haja dias em que a lei de Murphy desafia nossa resiliência, ela também pode ser benéfica.
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Tudo isso para dizer que temos diante de nós um filme original, que poderia ter sido feito como um drama, mas que mesclou sua perspectiva ao humor, o que nos proporcionou um filme diferente, onde por vezes a raiva e a frustração tomam conta dos personagens – e da gente – e, outras vezes, o extremo absurdo e hilaridade arrancam gargalhadas. Dê uma chance a essa “realidade” tão distante embalada por uma trilha gostosa.
Nota:

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