Uma Segunda Chance é o filme que traz uma história que vai convidar o público a deixar a tristeza pelas dificuldades de lado, e aprender a superá-las, seguindo em frente rumo a um futuro feliz.
Visualmente o longa tem grande apelo logo no início. Existe um cuidado evidente com locações e ambientação, que parecem privilegiar cenários reais em vez de depender de grandes intervenções digitais. Em tempos em que produções se apoiam cada vez mais em computação gráfica ou imagens geradas por IAs, essa escolha acaba funcionando como um respiro: tudo parece mais próximo da vida real.

Kenna (Maika Monroe) acabou de sair da prisão após cumprir uma pena de sete anos. Durante todo o tempo em que esteve na cadeia ela só pensa em uma coisa: se aproximar da filha que ela nem conhece. Ainda profundamente triste e abalada pelo motivo que a colocou nessa situação, ela foca suas energias e determinação em estabilizar sua vida, para assim conseguir autorização dos avós paternos para ver a menina. Ela não contava com a interferência de Ledger (Tyriq Whiters), o melhor amigo do falecido pai da criança, e ele pode ser a diferença entre ficar ou não com a filha.
Considerando o aspecto narrativo, o filme é simples, sem grandes reviravoltas. Não é difícil prever para onde a trama caminha ou qual será seu destino final. Mas essa previsibilidade não chega a ser um problema. Isso porque os personagens já entram em cena com personalidades bem definidas, carregando histórias e emoções suficientes para sustentar o desenvolvimento da trama sem exigir longas explicações. É um ritmo que funciona bem dentro da proposta.

Entre as atuações, a atriz mirim que interpreta a filha de Kenna conquista facilmente a atenção, há um encanto natural que torna suas cenas especialmente sensíveis. Já a coadjuvante Monika Myers que surge em momentos pontuais com a personagem Lady Diana também merece destaque: mesmo com poucas falas, consegue imprimir presença e emoção na medida certa.
Feito a partir do best-seller americano de Colleen Hoover, a autora ainda assinou o roteiro, ao lado de Lauren Levine, e a direção ficou a cargo de Vanessa Caswill, sendo que produção e execução do filme como um todo conta com grande representatividade feminina, algo que não deve passar despercebido.








