Viagem Gelada: O Resgate do Urso Polar

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Uma despedida gelada para uma franquia que ainda insiste em seguir em frente

Franquias infantis têm esse talento curioso de crescer junto com o público, e Viagem Gelada: O Resgate do Urso Polar chega aos cinemas justamente para fechar, pelo menos por enquanto, o ciclo de cinco filmes Mexicanos das aventuras do galo Toto. Apesar dos outros longas não terem feito grandes estréias no Brasil, a proposta da vez é grandiosa: quando um filhote de urso polar e um grupo de pinguins aparecem perdidos na fazenda, Toto e sua família assumem a missão de levá-los de volta para casa. No caminho, além do frio extremo, ainda precisam lidar com um trio de piratas malvados.

Os minutos iniciais até lembram animações como Happy Feet e Tá Dando Onda, dando a impressão de que estamos diante de uma aventura no gelo clássica. Mas logo a trama começa a se expandir, talvez mais do que deveria. São muitos personagens em cena ao mesmo tempo e uma narrativa que se enrola nas próprias ideias. O problema não está no absurdo divertido de animais de fazenda cruzando o planeta, mas na falta de consistência para sustentar tudo o que o roteiro tenta propor.

Ainda assim, não é preciso ter visto os outros filmes da franquia para entender essa história, o que facilita para novos espectadores. Para o público infantil, funciona: é colorido, movimentado e cheio de ação. Já para os adultos que acompanham as crianças, o envolvimento pode ser mais difícil.

Mesmo com suas falhas, o longa cumpre um papel básico que nunca sai de moda: reforça valores como amizade, trabalho em equipe, família e a importância de cuidar de quem está ao nosso lado. E, no fim das contas, é isso que mantém Toto e companhia ainda em movimento depois de tantos filmes. Quem sabe as produções da dupla de diretores Gabriel Riva Palacio e Rodolfo Riva Palacio Alatriste esteja apenas começando, e valha a pena ficar de olho no quem vem por aí.

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