La Vingança

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16.03.2017

"La Vingança" é um tanto machista

Caco é um dublê de cinema que não está se saindo muito bem em suas atuações, nem em seu relacionamento. Muito preocupado com uma mensagem de texto de sua namorada, ele idealiza um pedido de casamento para sua amada Julia, uma subchefe de cozinha.

Decidido a tê-la como esposa, Caco vai até o restaurante em que Julia trabalha e se depara com sua futura noiva traindo-o com Facundo, um renomado chefe de cozinha argentino.

Vadão, o melhor amigo de Caco e um “pegador incontestável”, não se conforma com a depressão do amigo após ter o coração partido. Eis que uma ideia mirabolante surge em sua cabeça: viajar para o país vizinho e pegar todas as mulheres argentinas que cruzarem seus caminhos como uma forma de vingança.

Eis que os dois viajam no Opala 72 de Vadão e desde que cruzam a fronteira enfrentam inúmeros problemas até chegarem ao destino, Buenos Aires. Durante a viagem, eles encontram várias outras pessoas que vão compondo lentamente a trama e, muitos deles, realçam a rivalidade entre brasileiros e argentinos, com frases sobre o melhor do futebol ou o fatídico 7×1 no jogo contra a Alemanha.

Do elenco apenas a talentosíssima atriz Leandra Leal, que interpreta Julia, é conhecida do grande público, mas infelizmente aparece por cerca de cinco minutos durante o filme. Boa parte são atores argentinos ou brasileiros pouco renomados no cinema nacional. Inclusive um dos atores brasileiros tem uma péssima dicção o que compromete o entendimento de boa parte de suas falas.

O filme é um tanto machista, possui algumas frases que deixam claro que caracterizam a mulher como objeto, o que retrata um pensamento retrógrado. Felizmente em algumas partes uma das personagens questiona o gosto que os homens têm por futebol, cerveja e por sempre se acharem o maioral do pedaço, mas não reconhecem o valor de uma mulher.

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AUTOR

Diogo Gutierrez

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