O Homem-Cão

() ‧

21.02.2025

Habitantes dos cantos animados da terra, sejam todos muito bem-vindos a mais uma crítica, aqui no Quadro por Quadro

“Depois de uma explosão criada pelo vilão Pepê quase matar o Oficial Rocha e seu cachorro Greg, uma cirurgia milagrosa une o que sobrou dos dois em um “Super Tira” chamado de O Homem-Cão”.

Direto dos estúdios da Dreamworks, O Homem-Cão é uma animação baseada em livros, de qualidade visual excepcional, com uma espécie de textura tátil, aproximando os elementos a materiais artesanais reais, técnica chamada de “Feito à mão de alta qualidade” (high-end handmade).

No entanto, os pontos positivos praticamente param por aí.

De maneira geral a animação é infantil, mas, dificilmente eu colocaria uma criança pra assistir, já que possui elementos que julgo serem pesados demais pra uma criança pequena ter contato, como o conceito de morte aplicado de qualquer jeito. Demonstrar em uma maca os protagonistas quase mortos (O cão com o corpo todo enfaixado, e o policial com a cabeça toda enfaixada, enfim). E uma cena em que o filhote de gato abandonado arrasta uma caixa pro meio da rua, diz pra si mesmo “não tenha medo” (ou algo do tipo), e quase é atropelado, – o que pra mim, é uma alusão ao suicídio – salvo de última hora pelo herói do longa.

O roteiro também não é dos melhores, com um humor fraco e quebrado, aliado a uma história fragmentada, torna a experiência irritante e entediante por quase toda a metade do filme. E por falar em fragmentos, a história é dividida em pequenas porções, quase como se fossem vários episódios de uma série. O início sendo o primeiro contato com o gato Pepê e o trágico fim do oficial Rocha, seguindo com o “novo protagonista”, o Homem-Cão, que se torna o “super tira” que prende várias vezes o gato Pepê (pois ele sempre foge).

O longa passa um bom tempo nesses “episódios”, – sem o dinamismo que merecia – que fazem parte da história, mas, que não são a história em si. O real motivo do filme é algo que vai iniciar no, digamos, terceiro episódio, – que começa com o plano de Pepê de criar uma cópia de si mesmo para ajudá-lo em seus planos maléficos – que é a questão do desenvolvimento pessoal, de superar seus traumas, seu lado mal, se tornar uma pessoa melhor, e os personagens sendo unidos pela pureza do ponto de vista de uma criança. Que finalmente aí sim, o filme volta a ficar bom, e ter algo que vale a pena ser assistido.

“Metade homem, metade cão, herói completo”

Um ponto positivo que deve ser salientado, para ser justo, é o da dublagem brasileira, que sabe dar vida e personalidade aos personagens.

Gostaria muito de ter uma outra opinião e nota para essa produção, porém, eu estou tentando ser o mais sincero e honesto que eu posso ser com os leitores, passando a minha real impressão.

Espero que tenham aproveitado a leitura, assistir a esse filme nos cinemas fica por conta de vocês.

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Pedro Fonseca

OUTRAS CRÍTICAS

Magic Mike XXL

Muito mais movimentos e menos história do que o primeiro longa, "Magic Mike XXL", novo filme estrelado por Channing Tatum, é no mínimo uma promessa de diversão. Mike (Tatum) está novamente reunido com os Kings of Tampa para uma última apresentação. Todos estão em...

Mars Express

Mars Express

Mars Express é um a animação ambientada no século 23 que propõem muito mais do que um vislumbre do futuro. O diretor Jérémie Périn, que também participou da roteirização do longa juntamente com Laurent Sarfati, conseguiu criar uma atmosfera incrivelmente imersiva,...

Uma Loira para Três

Uma Loira para Três

Uma Loira para Três é uma pérola do cinema da década de 1930 que foi indicada ao Oscar de Melhor Filme em 1934. Dirigido por Lowell Sherman e estrelado pela icônica Mae West, este filme é um exemplo brilhante do que a era de ouro de Hollywood tinha a oferecer. A...