Adaptado do francês Encontro às Cegas, o longa sul-coreano dirigido por Lee Woo Cheol Meu Pior Vizinho abraça totalmente o gênero de comédias românticas dentro do dorama: exageros, nas atuações, falas e ações, humor pastelão, situações improváveis, e um sentimentalismo que não pede desculpas por existir. Não há profundidade dramática, nem grandes reviravoltas, e o filme tampouco finge que quer oferecer isso.

O jovem Lee Seung Jin (Lee Ji Hoon) acredita ter encontrado seu apartamento dos sonhos, pois apesar de todos os problemas do imóvel, é exatamente o que ele precisa. Determinado a se tornar um cantor, ele logo descobre que tudo pode ir por água abaixo, pois sua vizinha Hong Ra Ni (Han Seung Yeon), está determinada a expulsá-lo do local, como já fez com outros moradores. Porém, em vez de simplesmente ceder ele insiste em estabelecer uma escala para os dois terem seus momentos de som e de paz. A partir desse começo, muito mais do que apenas o que é possível ver ou ouvir é compartilhado entre eles.
A simplicidade do enredo é óbvia, mas funciona quando encarada como aquilo que de fato é: uma história leve sobre encontros, parceria e pequenas negociações necessárias para dividir o mundo com outra pessoa. O pastelão só não pesa porque conversa diretamente com o estilo dos doramas, que já fazem desse exagero uma estética.

Como filme para assistir sem muita atenção, ele cumpre seu papel com folga. É uma daquelas histórias que lembram que a convivência é feita de pequenas concessões, que amizade verdadeira dá sustentação aos sonhos e que, apesar das diferenças e das dificuldades, há algo de bonito na tentativa sincera de ouvir e ser ouvido.
Para todos os fãs do gênero, que não perdem nenhum lançamento, é o momento de estourar a pipoca e não perder nenhuma cena!







