A Entidade 2

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05.09.2015

Filmes de terror andam pipocando pelas salas de cinema esses dias. Ainda mais as sequências. Há algumas semanas recebemos a terceira parte da franquia Sobrenatural (Sobrenatural: A Origem), e em breve teremos mais um filme da franquia Atividade Paranormal. Sobrenatural: A Origem foi uma decepção, ainda mais quando pensamos nos dois primeiros filmes, e o trailer desse novo Atividade Paranormal me diz que o filme promete ser uma bomba. E o que dizer do filme que abriu ontem nos cinemas brasileiros, A Entidade 2? Cara, só tenho uma coisa a dizer: decepção. Acompanhe 😉

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Acompanhamos a história de Courtney e seus dois filhos, Dylan e Zach, que estão fugindo de um marido/pai abusivo e vivem em uma casa ao lado de uma igreja abandonada onde ocorreram algumas mortes bem horrorosas (ó, que surpresa!). Começamos a perceber que um dos moleques, Dylan, está vendo coisas que a mãe não vê, tipo um sanguinho básico escorrendo no chão da igreja, nada demais, e à noite é visitado por criancinhas pálidas que querem que ele assista a uns filminhos caseiros que eles mesmos fizeram, a mando do bicho-papão. Entre problemas com o pai abusivo, visitas de um ex-policial (único sobrevivente do primeiro filme) e muitas criancinhas macabras, a história se desenrola, sem convencer, com crateras no roteiro e atuações pouco convincentes.

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O roteiro surpreendeu mesmo de tão ruim que é, mas o que me deixou mais surpresa foi ver nos créditos que ele ficou a cargo do diretor e roteirista do primeiro filme, Scott Derrickson. Scott, Scott, que é que houve, meu amigo? Tudo bem que a direção ficou na mão do novato Ciarán Foy, mas não dá pra jogar a culpa toda em cima do cara. Os personagens são tão superficiais e suas motivações são tão vagas que dá medo. E nada das brilhantes explicações e investigações do primeiro filme. Tudo passa como um trem descarrilado, rápido, aos trancos, sem dar tempo de nada, e acaba em lambança.

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O filme tem alguns sustos, mas nada sensacional. Tem também as criancinhas fantasmas pipocando aqui e ali, e os vídeos caseiros, que mostram as crianças matando suas famílias (que lindo!), até que são bons, dão um certo mal-estar (boa, ponto pra você, filme de terror ruim!). E uma das crianças foi longe e usou um antigo método de tortura chinesa, com ratos e carvão (!!!), pra matar a família. Filmes de terror também podem ser altamente educativos, crianças!

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O que dizer, galera? Se vale a pena assistir o dito cujo? Sempre! Você não é superfã de filmes de terror? Então, não me decepcione: vá ver! Mas expectativas baixas, please, assim você pode até se surpreender e gostar da coisa, e voltar aqui e mandar minha resenha à…

Nota:

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ONDE ASSISTIR

AUTOR

Melissa Correa

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