A Mulher no Jardim

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"A Mulher no Jardim": Entre o luto e o medo

A Mulher no Jardim acompanha Ramona, uma mulher que tenta reconstruir sua vida e cuidar de seus dois filhos pequenos após a trágica morte do marido em um acidente de carro. Vivendo isolada em uma casa no campo, sua fragilidade emocional se agrava quando uma figura misteriosa surge em seu jardim.

Essa mulher, vestida de preto, aparece repetidamente, deixando mensagens perturbadoras e avisos assustadores. A princípio, Ramona acredita que ela possa estar perdida ou mentalmente instável. No entanto, à medida que a estranha se aproxima cada vez mais da casa, fica claro que suas intenções são sombrias e representam uma ameaça real para Ramona e seus filhos.

Desesperada e sem entender os motivos daquela presença sinistra, Ramona precisa encontrar forças para proteger sua família dessa mulher implacável que não os deixa em paz. A sanidade de Ramona é testada enquanto ela luta para desvendar a identidade e os propósitos da intrusa antes que seja tarde.

A atmosfera densa e o suspense psicológico construído ao longo do filme são interessantes por se diferenciar de outros filmes de terror da Blumhouse e por não se basear apenas em jump scares. A atuação da protagonista, Danielle Deadwyler, é forte por trazer gravidade e interesse à personagem.

A direção de Jaume Collet-Serra é muito boa. A experiência do diretor em trabalhar com espaços limitados é nítida, criando uma sensação de desconforto dentro do ambiente doméstico. A fotografia e a ambientação também são grandes destaques do longa.

O filme também explora o drama familiar da protagonista, Ramona, lidando com o luto e a responsabilidade de cuidar dos filhos, o que contribui para o suspense psicológico. Com cerca de 1 hora e 25 minutos, o filme é bem direto e sem enrolação. No entanto, o ritmo do filme se torna um pouco mais arrastado no segundo ato. Há a sensação de que o filme planta boas ideias, mas não as desenvolve completamente, resultando em um impacto menor do que o esperado.

Já o final é enigmático e pode parecer confuso ou não entregar as respostas desejadas, levando a uma sensação de “era só isso?”. O filme tenta ser simples e complexo ao mesmo tempo, mas falha em entregar um impacto significativo.

Em alguns momentos, o filme perde o foco ao tentar trazer o evento traumático da protagonista de maneira impactante.

Em resumo, A Mulher no Jardim parece ser um filme que aposta mais no suspense psicológico e na atmosfera do que no terror sobrenatural tradicional. A atuação de Danielle Deadwyler é um destaque, mas a narrativa pode ser lenta em alguns momentos e o final pode dividir opiniões. Para fãs de suspense psicológico com elementos de terror doméstico, o filme pode valer a pena ser conferido.

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