Beijei uma Garota

A comédia "Beijei uma Garota" aborda um tema complicado de forma descabida

30.07.2015 │ 10:49

30.07.2015 │ 10:49

A comédia "Beijei uma Garota" aborda um tema complicado de forma descabida

Já existiram comédias românticas de relacionamento de tantos temas que quase nenhum filme do gênero traz um novo frescor ao mesmo. Casamentos, separações e crises já foram abordados nos mais diferentes tí­tulos. Mas não é a comédia romântica francesa Beijei uma Garota que será lembrada como novidade no gênero cinematográfico.

No filme, homossexual convicto, Jérémy (Pio Marmaï, de A Delicadeza do Amor) um dia acorda ao lado de uma bela e sedutora jovem sueca (a novata Adrianna Gradziel), que conheceu em uma noite de bebedeira. A situação o coloca em pânico, já que está prestes a oficializar o casamento com Antoine (Lannick Gautry, de A Gaiola Dourada), seu companheiro há 10 anos. Tentando entender a súbita atração que sente, Jérémy volta a procurá-la e vê a situação se complicar cada vez mais.

A premissa, para qualquer gay, é estapafúrdia. A possibilidade de um gay acordar ao lado de uma mulher e ainda ficar na dúvida se deve mesmo casar com seu companheiro de 10 anos ou não, inexiste. E mesmo que você retruque que trata-se de uma comédia, para mim, enquanto gay, faz com que “leigos” pensem que há a possibilidade da escolha e que eu poderia escolher acordar em um relacionamento heterossexual (não comentando e aprofundando no fato de existirem bissexuais a rodo por aí­).

Não desmereço o filme tecnicamente, pois ele é impecável. Mas preferiria que ele não tratasse um tema delicado de forma tão leviana e descabida. O filme tinha tudo para se sair bem, mas erra feio no que se propõe.

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