Cemitério Maldito

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12.10.1989

"Cemitério Maldito": uma jornada arrepiante e aterrorizante no interior dos Estados Unidos

Este é um daqueles filmes que pra mim marcou uma era. Primeiro porque foi o primeiro filme que assisti em um videocassete. Lembro até hoje da minha tia e do meu tio voltando da locadora com a fita, pra inaugurar o recém-comprado videocassete. Eu já tinha ouvido falar de Cemitério Maldito, mas ele foi muito melhor do que eu imaginava.

Stephen King, autor do livro que gerou o roteiro do filme, é o gênio do terror americano. Carrie, a Estranha, It, a Coisa e O Iluminado são excelentes exemplos. Mas Cemitério Maldito, amigos… tem criança endemonhada! Gente, não tem nada mais assustador que isso!

Na história, a família Creed, composta por Louis, Rachel, Ellie e o pequeno Cage (já falei que quanto menor a criança, pior o efeito do terror?), muda para uma pequena cidade. Já começa aqui, cidade pequena, no interior dos Estados Unidos… superstição, mata fechada, gente esquisita… pronto, tem que dar alguma merda. Aí quando o gato da Ellie morre, o vizinho, o tiozinho solitário, velhinho aparentemente gente boa, Jud Crandall, tenta ajudar Louis enterrando o gato em um lugar muito especial: um solo sagrado, ao lado de um cemitério de animais, com poderes de trazer os mortos de volta à vida.

Mas como Jud mesmo fala, “Às vezes, morto é melhor”. E a família Creed vai aprender a duras penas que essa frase é a máxima dessa história, e deve ser respeitada. O problema é que Jud não avisou Louis que brincar de deos tinha consequências, e aí o filme vai de mal a pior.

Quer dizer, vai de mal a pior para a família Creed, porque pra nós, caro leitor, fãs do terror, ele vai muito bem, obrigada. Várias cenas são de tirar o fôlego, os sustos são bacanudos (apesar de o filme não ter envelhecido super bem nos efeitos especiais) e a história é adaptada do jeito que Stephen King gosta: ao pé da letra. As atuações são exageradas, mas convincentes o suficiente. E como o filme tem uma temática bem forte de culpa, luto e outras questões familiares, a história consegue ter vários níveis de temas bem interessantes e que só ajudam o terror a ficar ainda mais pesado.

Confesso que gostei muito da nova versão do filme, de 2019, mas a original ainda mora no meu coração como minha preferida. Vale assistir as duas, se você puder, mas comece pela mais antiga e depois veja a nova — caso contrário, você vai odiar a experiência.

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AUTOR

Melissa Correa

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