Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado

(1998) ‧ 1h40

05.03.1998

Habitantes dos cantos escuros da internet, sejam todos muito bem-vindos a mais uma crítica nostálgica. Embarque nessa viagem rumo ao seu último destino, pois "Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado"!

“Um ano após os assassinatos na “Peixolândia”, Julie e seus novos amigos da faculdade ganham uma viagem para as Bahamas sem saber o terrível destino que os aguarda”.

Escrito por Trey Callaway, dirigido por Danny Cannon, estrelado por Jennifer Love Hewitt, Freddie Prinze Jr., Brandy Norwood, Mekhi Phifer, Matthew Settle, Muse Watson, Jeffrey Combs e com a participação não creditada de Jack Black (Um Filme Minecraft), Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado traz uma sequência que divide opiniões até hoje.

Vinte e sete anos atrás, nas férias de verão, Julie e Karla – sua colega de quarto da faculdade – recebem uma ligação que mudaria definitivamente o rumo de suas vidas, ao “acertarem” a capital do Brasil em uma promoção da “rádio local”, ganham uma viagem para quatro amigos nas Bahamas.

O longa tenta manter algumas temáticas iniciadas no original, ainda tem a ver com mar e região costeira, no entanto aqui eles deixam o lance da corrosão pela culpa um pouco de lado, no sentido de que agora o foco é “em pessoas” e suas interações, do que na parte mais abstrata psicológica ou psiquiátrica. Enquanto no filme de 1997 é algo mais ‘estamos sofrendo em silêncio, e do nada precisamos nos reunir para enfrentar esse novo problema’, aqui temos um grupo de pessoas (Que não passou pela mesma situação) tendo que lidar com essa figura machucada e problemática já desde o início.

O filme parece ter uma produção melhor, envolvendo atores mais ensaiados, locações visualmente interessantes, assim como melhor fotografia, figurino e direção. O que de maneira geral é algo muito bom e na minha opinião gera uma boa melhora em relação ao filme anterior.

No entanto, a escrita deixou um pouco a desejar, com soluções ao estilo “Deus Ex Machina”, ou simplórias demais, alguns diálogos são muito fracos, assim como determinados personagens ficaram mal escritos, e o pior de todos os pontos negativos, o final é muito apressado, enxuto, aberto, frágil, e bastante inconsistente com o restante da obra.

Sobre a trilha sonora, é formada mais uma vez por bandas e artistas “indies” e alternativos, ilustres desconhecidos do final dos anos 1990, assim como uma faixa da própria Jennifer Love Hewitt (How do I Deal), e Orgy com o cover de New Order, “Blue Monday”.

Medindo os pontos positivos e negativos, eu considero que o original e esta sequência estão no mesmo patamar, ambos entregando um entretenimento satisfatório.

Nota 3 de 5.

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AUTOR

Pedro Fonseca

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