Eu Sempre Vou Saber o Que Vocês Fizeram no Verão Passado

(2006) ‧ 1h32

22.08.2006

Habitantes dos cantos festivos da internet, sejam todos muito bem-vindos a mais uma crítica cinematográfica, dessa vez, de um filme que provavelmente poucos de vocês chegaram a assistir.

“Um ano após uma brincadeira que terminou de forma trágica, um grupo de amigos passa a ser perseguido por um assassino vestido de pescador”.

Escrito por Michael Weiss, dirigido por Sylvain White, estrelado por Brooke Nevin, David Paetkau, Torrey DeVitto, Ben Easter e Don Shanks, Eu Sempre Vou Saber o Que Vocês Fizeram no Verão Passado é um slasher lançado direto em home vídeo em 2006, que conta uma história similar ao filme original, mas, com outro tom, com novos personagens, e em outra cidade fictícia.

Eu sempre vou saber, mas, será que vale a pena continuar lembrando?

Eu Sempre Vou Saber o Que Vocês Fizeram no Verão Passado é uma tentativa de dar um passo além na franquia, mas, que tropeça em alterar bruscamente alguns elementos estabelecidos nos filmes anteriores, e que não sabe justificar a sua própria existência.

Como ponto positivo eu posso afirmar que as locações são quase sempre bem acertadas, visualmente bonitas e interessantes, e que ajudam a compor o clima no qual a história se insere. Além disso, algumas cenas de morte são mais explícitas do que seus antecessores, o que pessoalmente acho que deixa mais interessante de assistir.

É um filme que é uma expressão da época em que foi feito, com elementos visuais bastante marcantes, típicos dos anos 2000, de maneira quase “videoclíptica”, o que não é necessariamente algo bom ou ruim.

O roteiro, apesar de mirar no que foi feito no filme original, é fraco, os personagens em sua maioria genéricos e esquecíveis, com diálogos que muitas vezes só existem para preencher o vazio entre cenas. No entanto, o pior ponto do filme, é o que “deveria ser” a cereja do bolo, a revelação do “Pescador”, que agora, [AVISO DE SPOILER (apesar do filme ter quase 20 anos)] é um assassino sobrenatural que retorna para ceifar a vida daqueles que juraram esconder um segredo terrível até as suas mortes. É algo que envolve lendas urbanas, um elemento apresentado no filme original, mas que não “orna” com o que a franquia já havia estabelecido, que é o foco na “realidade”. Talvez pudesse ser uma ótima escolha para uma nova propriedade intelectual, mas, que aqui, fica deslocado, assim como mal implementado.

Apesar de enfrentar de frente as dificuldades, como o baixo orçamento – até mesmo pra época – e ter boas ideias e intenções, é uma produção bastante aquém em relação aos filmes anteriores.

Como não se prova necessário, não expande positivamente a franquia, e é intrinsecamente inferior aos demais filmes, acredito que 1 de 5 é uma nota satisfatória para Eu Sempre Vou Saber o Que Vocês Fizeram no Verão Passado.

ONDE ASSISTIR

AUTOR

Pedro Fonseca

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