Feito na América

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14.09.2017

“Feito na América” mistura ação e aventura e traz Tom Cruise novamente para os cinemas

Feito na América é dirigido por Doug Liman, o mesmo que divertiu e encantou a todos com Sr. & Sra. Smith em 2005, e inovou com Identidade Bourne em 2002. Já por esses dois filmes podemos imaginar que Feito na América deve nos apresentar uma narrativa diferentona e elegante. E apresenta mesmo! O filme possui um je ne sais quoi próprio, que fica difícil comparar com outros por aí. É o que chamamos de filme de autor (quando um determinado filme possui características criativas, visão, e toques profundos do diretor). Chic? Muito!

O filme é baseado em uma história real de um piloto de avião que é recrutado pela CIA para realizar entregas militares pela América central. Tom Cruise, o protagonista, faz o papel de Barry Seal, o piloto americano que faz as entregas. Ambientado no final dos anos 70 e início dos anos 80, Feito na América possui fotografia e arte que nos remete à época. A história é cheia de reviravoltas, o que dá o teor de aventura para o filme.

Apesar da idade (55 anos), Cruise ainda faz o papel de galã, e muito bem, obrigado! Sozinho ele controla o filme com leveza e naturalidade. As cenas de ação são feitas em sua grande parte sem dublês. Cruise é conhecido por se arriscar nos filmes, o que garante mais naturalidade aos personagens que encena. E ação é o que não falta. A maioria das cenas do filme são no ar, com Cruise pilotando um avião. Mas não espere algo como Top Gun, de 1986, o foco do filme é o serviço de entregas e os riscos que Barry Seal corre ao realiza-las.

Confesso que fui ao cinema relutante. Fazia algum tempo que não via um filme de Tom Cruise que me agradasse. O último que consegui ver foi A Múmia, se último lançamento, e Cruise parecia mais um vislumbre de outros ótimos filmes que já fez. Quando Feito na América terminou senti aquele gostinho de filme bom que termina.

Algumas coisas ficaram mal resolvidas, mas isso é o de menos. A única coisa que pode incomodar são as informações que se acumulam durante o filme. Mas isso só deve atrapalhar o público que costuma ser mais distraído.

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AUTOR

Viní­cius Gratão

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