Jogada de Mestre

30.07.2015 │ 10:19

30.07.2015 │ 10:19

Quando um filme lida com uma narrativa que consiste em retratar um grupo de criminosos a empatia com este grupo deve ser o foco da atenção do diretor. E é exatamente o contrário que acontece com o diretor Daniel Alfredson nesta refilmagem. O filme pena para envolver o espectador, contando uma história baseada em fatos reais, mas o faz de uma maneira muito genérica.

Na trama, o Sr. Heineken (Anthony Hopkins), do título original, um magnata do álcool, é sequestrado por um grupo de criminosos que conta com Jim Sturgess e Sam Worthington. Esta trama acontece na Amsterdã cinzenta, e mal retratada, da década de 1980.

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Alfredson, conhecido predominantemente por seu trabalho em duas das adaptações originais da trilogia Millennium, tenta o tempo todo fazer o público investir em seus protagonistas, mostrando-os como pessoas normais, em tarefas cotidianas, mas suas falhas, que deveriam humanizar os personagens, não geram empatia alguma.

A abordagem até parece amadora. Você não se importa com quem se dará bem no fim das contas. Falta individualismo aos personagens. Eles são apenas um grupo com uma tarefa irrelevante! A falta de autenticidade do longa também pesa, afinal, trata-se de uma refilmagem tentando se adequar ao gênero “filme de sequestro” americano.

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Você pode até lutar para chegar aos créditos de “Jogada de Mestre”, mas a sensação ao terminar é que será uma luta em vão. Você terá perdido 1h35 de sua vida!

Nota:

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