Mapas Para as Estrelas

26.02.2015 │ 22:09

26.02.2015 │ 22:09

Sabe o ditado de que o macaco nunca olha pro seu rabo? Pois então! Mapas Para as Estrelas, de David Cronenberg, rompe o paradigma ao fazer um estudo hollywoodiano bastante psicológico sobre Hollywood.
Cronenberg não estuda o glamour de um tapete vermelho ou a pompa de uma estrela que desfila por um deles, nem acompanha um bando de ladras de artistas como o Bling Ring de Coppola. Seu filme se embrenha na vida de várias figuras que circulam Hollywood, desde um motorista de limusine a uma atriz decadente que vem tentando o papel em uma refilmagem (no papel que pertenceu a sua mãe, morta em um incêndio).
O filme destila seu veneno sobre este universo de fantasias que o E! Entertainment pinta. Ele mostra este universo tão glamurizado, nas telonas e telinhas, de uma forma nua e crua, da qual não dá vontade de chegar perto.
A violência que o diretor retrata tão bem em seus filmes também está presente aqui. Somos obrigados a presencia-la com certo estupor, pela forma como o cineasta resolveu retratá-la.
Julianne Moore, indicada como atriz coadjuvante no Globo de Ouro deste ano pelo papel neste filme, está impecável e se prova mais uma vez uma grande atriz. Neste caso interpretando uma péssima. Metalinguagem pouca é bobagem!
Mapas Para as estrelas é um filme que deve, sim, ser visto, mas digerido aos poucos. É um filme difícil. Verdade! Mas este, é um mal necessário.

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