O Deserto de Akin

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"O Deserto de Akin": Entre silêncios, fronteiras e expectativas

Normalmente demoramos pouco para perceber o ritmo de um filme, seja por esperar a apresentação de seus personagens, suas nuances, ou até mesmo o prisma da história. Mas fato é que não demora mais que 10 bons minutos para descobrirmos o impacto que ele nos trás ou sensação que nos causa. Mas honestamente não é o caso para O Deserto de Akin.

Aqui talvez a culpa possa ser até mesmo da expectativa em cima do enredo do filme, afinal já vamos querendo construir em nossa mente como vai ser a história de um médico cubano, que participa do programa mais médicos em algum rincão do Brasil. Já imaginando seus atendimentos e provavelmente o seu envolvimento com a cultura de outro país, o seu envolvimento com seus pacientes e a comunidade.

Então vamos dar alguns passos atrás, e entender que o filme segura do início ao fim um ritmo quase melancólico e é perturbador tentar entender se isso é ruim ou não, até porque fotografia, figurino e textos carregam essa mesma melancolia. Numa grande confusão de não saber se quer ou não que essa obra acabe rapidamente.

Quando se desperta um enlace afetivo, parece que existe a possibilidade de um filme mais mexido, uma sacudida. Mas que nada fica só na impressão mesmo.

Realmente não é possível criar nenhuma torcida para que o médico fique com esse ou aquele personagem, talvez uma leve empatia maior pelo personagem feminino, mas pode ser só insistência em querer escolher mesmo. e vai se deixando.

E se deixando vai o médico também que faz questão de parecer que está tudo bem, tanto faz lá e cá, tanto faz Brasil, tanto faz Cuba e dá pra dizer que essa vale a pena ver, e a essa altura a expectativa já foi pras ladeiras e simplesmente se entende um pouco do personagem lá no fim. Talvez a intenção era essa desde o começo.

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