O Sétimo Filho

13.03.2015 │ 13:52

13.03.2015 │ 13:52

Baseado livremente em uma série de 12 livros de Joseph Delaney, As Aventuras do Caça-Feitiço, o filme O Sétimo Filho conta a história de Tom Ward (Ben Barnes – eterno príncipe Caspian), o tal Caça-Feitiço, um moço que vive na fazenda cuidando de porcos, mas que quer mais da vida. Ele sente que vai sair dali e suas visões confirmam isso.
Logo aparece o Mestre Gregory (Jeff Bridges) atrás do sétimo filho do sétimo filho (sim, você não leu errado) para treiná-lo e assim enfrentar a grande vilã do filme, a bruxa Malkin (Julianne Moore), que se liberta da prisão onde ficou por muitos anos. Aí que a vaca vai pro brejo. William Congreve já dizia que “O Céu não tem raiva, assim como o amor em ódio transformado,/Nem o Inferno fúria tamanha à de uma mulher desprezada”. Pois esse aqui é um caso sério de ex que não larga do pé.
Algumas sequências são tão estapafúrdias que você não consegue deixar de rir. Tom passa por inúmeras quase-mortes, mas parece ter sete vidas. Apaixona-se pela primeira moça que encontra na vida, resgatando-a de uns caras que querem queimá-la viva sob a acusação de que é uma bruxa. Quem nunca, né, gente?
Os fãs dos livros podem se sentir um tanto traídos com a adaptação, já que Tom originalmente tem apenas 13 anos (Ben Barnes tem 33), e o tempo de treino para o grande confronto é diminuído consideravelmente, a ponto de ser difícil de acreditar.
Esse é o filme fail da Julianne Moore que quase lhe custou o Oscar. Ela está bem caricata, assim como outros personagens do filme. Kit Harington (Jon Snow de Game of Thrones) faz uma participação especial, se você piscar, perde. Já o troféu framboesa de ouro vai para Jeff Bridges, que tenta encarnar um Gandalf, falando como se tivesse uma coxinha na boca o tempo todo (hahaha obrigada, Ana, definiu perfeitamente).
O filme é meio lento no início, demora um pouco a engatar, até dá uns sustos (eu gritei, confesso rs), mas também desfruta da paisagem dos cenários e coloca uma música esperta e bem épica para dar um impulso na história. Lá pelo meio da história, dá uma acelerada, e melhora com a interação entre Tom e Gregory, que soltam umas piadinhas no meio da trama. É um filme de fantasia com uma veia cômica, vale a pena ir assistir sozinho/a ou com os amigos. Dei muitas risadas com a trama, os efeitos especiais estavam ótimos e adoro um filme de fantasia.
Dou: uma jujubinha + um mentos.

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