Uma das maiores promessas… eu pensei em começar assim, mas Rodrigo Aragão já não é mais uma promessa, é uma realidade e é o que há de melhor no terror nacional. Conheci o diretor em 2008 com o espetacular Mangue Negro, foi amor a primeira vista. Se não viram ainda, vejam. Que filme espetacular. A partir desse fiquei de olho, mas infelizmente não temos acesso tão fácil ao cinema nacional, por incrível (e triste) que pareça e por esse motivo vi apenas mais dois filmes incríveis dirigidos por ele, A Noite do Chupacabras (2011) e A Mata Negra (2018), que me tornaram fã do diretor.
Em Prédio Vazio, Rodrigo Aragão segue uma abordagem diferente dos seus maiores sucessos. Eu gostei mais dos anteriores, mas aqui temos um clássico filme de casa (prédio) assombrado. Mesmo preferindo o estilo dos outros filmes, gostei bastante de Prédio Vazio, senti falta de aprofundarem um pouco mais a história do prédio, mas não atrapalha em nada o entendimento do filme e de tudo que está acontecendo.

O começo é bem triste e até emocionante. O casal de idosos e isso te leva a pensar “o que será que vai acontecer, porque está tudo indo tão bem, tão calmo, cadê o terror?” Bom, a calmaria não dura muito e logo o terror aparece e toma conta do filme.
As atuações são boas e a zeladora do prédio é a personagem mais interessante, queria que o desenvolvimento dela tivesse sido um pouco mais detalhado também, tornaria o filme mais longo, mas como eu gostei não vejo problema nisso.
As diferenças entre os filmes anteriores do diretor e esse não estão apenas na história, a produção também mudou bastante. Aqui temos algumas cenas com luzes verdes, vermelhas, amarelas, lembrando o estilo utilizado por Dario Argento. É um estilo que não agrada muita gente, mas eu gosto bastante, acho essas cenas bem diferentes.

O filme pode até ter vazio no nome, mas o prédio tá lotado, tanto de conteúdo como de almas. Do jeito que a gente gosta para render uns bons sustos e aquele gore bonito com efeitos práticos que sempre merece muito respeito.
Gostei bastante do que vi. Como falei, um clássico filme de casa (prédio) assombrado não devendo em nada para filmes internacionais. O que falta para o cinema nacional é investimento, porque gente competente e histórias para contar nós temos de sobra.






