Quando as Luzes se Apagam

O curta "Lights Out" é muito superior ao longa "Quando as Luzes se Apagam", mas o filme até que dá pro gasto

19.08.2016 │ 11:01

19.08.2016 │ 11:01

O curta "Lights Out" é muito superior ao longa "Quando as Luzes se Apagam", mas o filme até que dá pro gasto

Momentinho mais tenso da vida de qualquer pessoa humana viva e acordada? Ha! Apagar as luzes, lógico. Imagina aí comigo: você acabou de ver aquele filme de terror ali na sala, com a galera toda, comendo pizza. Riu um bocado, debochou da coitada da protagonista, que quase se afogou de tanto gritar. Pois é. Mas aí a galera foi embora, você foi ao banheiro, se enrolou um pouquinho mais se olhando no espelho, seguro com a luz acesa. Aí­ correu pro quarto, se meteu embaixo das cobertas, olhou pro abajur, ali na mesinha de cabeceira, e pensou: apago ou não apago? Pois é… em Quando as Luzes se Apagam, a galerinha tá proibida de apagar por questões de monstrenga maluca que gosta de um escurinho.

Baseado no curta Lights Out, de 2013 (você pode ver/rever ele aqui), este longa traz a assombração criada pelo diretor David F. Sandberg pra telona. Máximo que eu vou contar da história, pra não estragar nada, é que tem uma famí­lia disfuncional, um guri que anda dormindo na escola porque não está dormindo de noite em casa (por que será?) e uma monstrenga estilo Ju-on. Deu pra sentir o drama aqui?

Papo reto: apesar de garantir uns bons sustinhos aqui e ali (eu dei bons pulos na cadeira do cinema), o filme não é lá grande coisa. A ideia do James Wan trazer o criador do curta pra fazer um longa podia ter sido linda, mas não foi bem assim. Dá pra ver que ele claramente se perde em algumas partes (quando a assombração está dando o primeiro sustinho no moleque, e de repente a câmera corta pra ele na escola, você se pergunta, por quê, meu deus, por quê? Além disso, a história tem muitos furos. Não, melhor: a história tá parecendo uma peneirinha de tanto furo.

Uma das melhores cenas do filme? Quando você vê que o diretor trouxe a atriz do curta pra uma pontinha no começo do filme. Dá um quentinho no coração essa familiaridade. E fico torcendo pra ela sobreviver à feiosa. Pelo menos ela, o resto da galera pode morrer, dá nada. Só fico torcendo pra que ela possa ter uma boa noite de sono (ah, deixei até uma fotinho da minha heroí­na aí­ embaixo. À esquerda no curta, à direita no longa).

Bom, claro, esta é a minha opinião. Mas como não é a sua, vá ao cinema, de preferência com muita pipoca (meio a meio, doce em cima, lógico!), e com a galera. Mas não esquece de providenciar uma lanterna pra deixar na cabeceira da cama de noite, ok? Nunca se sabe quando você vai precisar 😮

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