Resenha │ Sem Direito a Resgate

26.02.2015 │ 21:25

A trama do filme Sem direito a resgate não é superoriginal. Ela já foi contada antes em muitos filmes, de diversas formas. Tem até um com o Danny DeVito, da década de 1980, Por favor matem minha mulher, com a velha história “marido quer se livrar da mulher pra ficar com a amante”. Ah, mas aquele filme já tá antiguinho, esse daqui tem Tim Robbins e Jennifer Aniston, o roteiro até que se sai muito bem e o figurino a la anos 1970 tá incrível ☺
Que Frank Dawson (Tim Robbins), o marido, quer dar um sumiço (ou que ele deseje isso bem lá no fundo) na esposa, você já sabe. Mas a coisa acontece assim, sem querer, pois ele não é a causa do sequestro de Mickey (Jennifer Aniston). Ele nem estava em casa quando o lance aconteceu, pois viajou à Flórida pra ficar com a amante, Melanie Ralston (Isla Fisher), e pensar na vida depois de enviar os papéis do divórcio pra esposa. E os sequestradores patetas , ex-presidiários que nunca vão aprender a lição, Ordell (Yasiin Bey) e Louis (John Hawkes), nem imaginavam que o marido não fosse dar a mínima pra situação (ué, se ela desaparecer, facilita a vida do cara, nada de pensão ou divisão de bens). Há! E agora? Agora o filme embola, embola, embola, e o desfecho… ah, vou falar nada sobre ele, não!
O filme me surpreendeu, na verdade, e no final tava gargalhando com as trapalhadas dos sequestradores e com o rumo que a história tomou. Mas esse filme não é cheio de piadas e coisas engraçadas. A gente ri das situações, é mais um sentimento de vergonha alheia. Algumas cenas nem são engraçadas, são trágicas mesmo, e você fica com cara de, “sério que isso aconteceu?” E acaba torcendo pelos sequestradores, no final, pois o Frank é um pulha e você quer mais é que ele se ferre de alguma maneira, já que pagar o resgate você sabe que ele não vai.
Os figurinos estão excelentes, assim como o cenário e a paleta de cores utilizada. Gostei muito também da edição dinâmica e divertida (me lembrou de Doze homens e um segredo, se bem que até o fato de torcermos para os bandidos remete a este filme), além de alguns efeitos interessantes, como tela dividida no meio para mostrar dois personagens conversando.
Bom, esta é a minha dica de cinema pro final de semana. Bora rir um pouquinho e torcer pros sequestradores levarem uma graninha no final.

Sem Direito a Resgate

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