Resenha │ Yorimatã

07.04.2016 │ 08:50

Yorimatã, documentário experimental que chega hoje aos cinemas, primeiro longa de Rafael Saar, remonta a história de Luhli e Lucina, duas das grandes artistas da década de 70 e 80, que não apenas pela sua obra mas pela sua vida dão, de maneira ímpar, uma importante contribuição para o cenário musical brasileiro.
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O filme nos passa a sensação de sermos transportados e por vezes – principalmente pelos vídeos e relatos da época – nos convida a vivenciar a vida de ambas as artistas. Elas formam uma família ao lado do fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca. Ele registrou a vida deles em filmes 8mm, daí a riqueza de detalhes do longa documental.
O longa está repleto de relatos sobre as descobertas musicais da dupla, além de contar com imagens exclusivas do começo da carreira das artistas, bem como depoimentos de importantes personalidades da música como Ney Matogrosso e Gilberto Gil. Tais depoimentos exponenciais, cheios de elogios, colaboram para mostrar a importância das personagens centrais na música brasileira.
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Yorimatã além de ser um importante relato sobre amor, paixão pela música e natureza, é um grande manifesto contra a normatividade, conseguindo intercalar as personas privada e pública destas duas mulheres, mostrando como sua ideologia não militante pode se transformar em um ato político. Fora isso, o filme ainda tem traços muito fortes da religiosidade afro-brasileira.
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O documentário, como um grito que saúda a criança da mata tem muito dessa atmosfera setentista e uma ligação muito forte com a natureza. E a musicalidade que provém desse encontro entre sensibilidade, amor e energia que vem da terra. Excelente opção para os amantes de MPB.
Nota:

Yorimatã

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