“Após pegar seu namorado com sua irmã, Marita entra em uma espiral decadente que afetará profundamente ambas as famílias”.
Escrito por Márcio Trigo, Carolina Massote, Luisa Prochnik, Rodrigo Santos, Glauber Paiva Filho e Almudena Ruiz, dirigido por Márcio Trigo, baseado no livro de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, e estrelado por Letícia Augustin, Bruno Gissoni, Antonio Fragoso, Carol Macedo, Tato Gabus Mendes, Totia Meireles, Laura Proença, Jaed’son Bahia, Raquel Rizzo, Tiago Luz e Rafael Cardoso, Sexo e Destino é uma obra voltada aos ensinamentos espíritas, discutindo temas como relacionamentos familiares, livre-arbítrio, e as consequências dos nossos atos.
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A vida de duas famílias se entrelaça por meio do romance, sexualidade, traição e perda. Marita é uma jovem comum, que trabalha e sonha em ter uma família com o seu namorado Gilberto, o que ela não contava, é de que Gilberto estava apaixonado por sua irmã, Marina, e ao ver suas duas pessoas favoritas juntas, passa a sofrer psicológica e espiritualmente.

O filme é dividido essencialmente em três partes, o primeiro ato sendo sobre Marita, sua relação com sua família adotiva e seu namorado, o segundo ato sendo sobre Marina e seu Pai, e a relação com Gilberto e Nemésio. O terceiro ato é sobre a doutrina espírita, e o encerramento do arco dos personagens.
Como pontos positivos podemos destacar a cinematografia e direção de arte, desempenhando um ótimo papel crucial em contar a história em imagens, tornando a experiência bonita e aprazível. A fotografia trabalha escuridão e elegância, sabendo quando e onde reforçar o peso da história, e a trilha sonora acompanha, intensificando o clima quando necessário.
A obra possui belas paisagens e cenários marcantes, todos ambientados na cidade do Rio de Janeiro, mas, para quem reconhece ou não, uma curiosidade, foi parcialmente filmado em Curitiba, no Paraná.
A atuação do núcleo principal é sólida, com destaque para a atriz Carol Macedo, que demonstra um ótimo alcance expressivo, dando conta de toda a variação emocional de sua personagem.
Acredito que o filme realmente transmite a mensagem a qual se propõe, também demonstrando que determinados comportamentos, – assim como se deixar levar por certas emoções e sentimentos – podem levar a pessoa a viver momentos escuros e pesados, criando um ciclo que continua a influenciar negativamente em sua própria vida, mas, também afetando profundamente a vida das pessoas a sua volta.

O roteiro oscila, sendo bastante razoável a maior parte do tempo, mas provendo momentos bastante reflexivos, assim como diálogos interessantes e maduros. A história de maneira geral nos insere na vida cotidiana e muito identificável desses personagens, que são pessoas comuns como nós. Um destaque é na coragem narrativa de alterar o caminho dos personagens mudando também os protagonistas.
Já o ponto negativo da produção é de fato o terceiro ato, que altera toda a dinâmica do filme, com flashbacks e uma “explicação” da doutrina espírita, sobretudo sobre o tema da reencarnação. Não é o conteúdo que é ruim, não me entenda mal, e sim a sua execução. Os momentos finais também causam estranheza, já que traz novamente os personagens da história original, em uma rápida cena na praia de uma maneira apressada.
Além disso, os efeitos visuais datados que ao longo da produção não pareciam incomodar, se tornam quase insuportáveis no último ato.
Sexo e Destino, é de maneira geral uma obra mediana, que vai bem até o final do segundo ato, que tem um trabalho de roteiro e elementos narrativos bem esforçado, que sabe transmitir bem a mensagem fundamental e moral da história, sendo também muito bonito esteticamente, mas que se perde em um final confuso e mal executado, emociona e provoca reflexão, mas tropeça justamente no momento em que tenta explicar demais sua própria espiritualidade, nota 2,5.







