Star Trek: Sem Fronteiras

"Star Trek: Sem Fronteiras" é o melhor da nova leva de filmes da franquia

01.09.2016 │ 13:42

01.09.2016 │ 13:42

"Star Trek: Sem Fronteiras" é o melhor da nova leva de filmes da franquia

Quando Além da Escuridão – Star Trek estreou, após o sucesso do reboot de 2009, ele foi muito bem recebido pela crí­tica (leia a nossa aqui) e pelos fãs, mas logo o entusiasmo perdeu força e um grande grupo começou a reavaliar o filme dizendo que ele era muito obscuro e também que nem parecia um filme de Star Trek (leia a crí­tica do reboot aqui). Eu discordo, e gosto muito da sequência!

O lado bom é que Star Trek: Sem Fronteiras tenta evitar esse tipo de reação – e consegue. Aqui há um filme com ênfase no bem, com uma diversão à moda antiga, e que parece, de uma boa maneira, como um episódio estendido da série de TV. É um longa que responde às crí­ticas dos fãs dizendo: “nós ouvimos vocês”.

Este tipo de trabalho pode ser perigoso e Sem Fronteiras não deixa de ter falhas, mas seu maior acerto está em focar nos personagens. Principalmente em James T. Kirk, Spok e Leonard “Bones” McCoy. O trio sempre foi o coração de Star Trek e aqui não poderia ser diferente. Mas não pense que os coadjuvantes foram deixados de lado. Todos tem tempo para brilhar e algo para fazer neste novo filme.

Chris Pine se destaca como Kirk. Enquanto o personagem luta para se desvencilhar do fantasma de seu pai (que deve voltar para o próximo filme, sabe-se lá como), ele também deve tomar uma importante decisão em sua carreira. Pine consegue segurar o filme em suas cenas de ação e vai do drama à comédia em um piscar de olhos, muito melhor do que Shatner fazia na série original.

A estrutura de Sem Fronteiras permite ao diretor Justin Lin, de Velozes & Furiosos, dividir a tripulação da U.S.S. Enterprise em diferentes mini-facções, dando o tempo de tela para cada personagem importante da série, enquanto eles tentam descobrir o que está acontecendo e acham uma maneira de se reunir novamente, uma vez que a união é que faz a força (sem nenhum trocadilho com Star Wars).

Abrams pode ter deixado Star Trek para dirigir Star Wars, mas seu legado é visí­vel: a escalação do elenco incrí­vel que interage com uma quí­mica inacreditável. Uma pena então que o vilão desta nova sequência não seja tão interessante quanto Nero ou John Harrison, dos anteriores. Krall é bem introduzido, mas permanece um mistério por grande parte do filme, como um personagem secundário, e quando finalmente descobrimos mais sobre ele, o personagem parte para aqueles “monólogos do mal” que quase todo vilão clássico faz sem perceber que vai se ferrar logo após terminar o discurso.

O vilão não estraga o filme, pelo contrário. Ajuda a mover a trama rumo às reverências ao legado Trek tão utilizadas nesta nova leva de filmes. Sem Fronteiras é um retorno à diversão da série e um convite para que continuemos com a franquia, indo onde nenhum outro homem jamais esteve – pelo menos no século XXI.

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