Gente, eu adoro um terror, confesso. E terror brasileiro tá no topo da minha lista de adoração! Então fiquei muito feliz com o lançamento desta semana da Netflix, Abraço de Mãe. Me senti abraçada por um terror muito instigante, sem os sustos baratos e com muitas camadas de profundidade – e prevejo dias para digerir tudo isso.
Na trama, acompanhamos a história de Ana, começando com ela menina na década de 1970 no Rio de Janeiro, vivendo com sua mãe. De cara dá pra perceber que alguma coisa está errada – com a mãe. Depois de alguns eventos (odeio spoiler, caro leitor, acredito que a essa altura você já saiba disso!), pulamos para acompanhar Ana na década de 1990 como uma bombeira voltando de um afastamento, e em uma operação com os colegas. E aí o bicho pega.

Os bombeiros são acionados para atender um chamado de um asilo em um bairro do Rio, em uma noite de chuvas intensas. Chegando lá, eles notam que a casa está praticamente condenada, e que vão precisar remover os moradores – mas não é só isso que notam: os residentes apresentam uma apatia fora do normal, e eventos estranhos vão complicar a noite de Ana e dos colegas.
Não sei você, mas filmes de terror com casas velhas escuras são um prato cheio pra mim. Nem precisa ter muitos sustinhos, só o fato de tudo estar escuro, velho, capenguento, já é suficiente pra me deixar bem impressionada. Aí junta nisso crianças e idosos, e boom, temos um filme de terror. Aqui em Abraço de Mãe, as cerejas (sim, mais de uma, querido leitor, olha só a sua fortuna!) no bolo são uma história mais profunda, com tudo que passou com Ana, e um roteiro bem amarradinho. Não tem como dar errado.

Mas vale se entregar ao filme, nada é tão direto como parece, muitas coisas são metáforas para o que Ana está passando. E isso faz o filme ser um terror classudo e que vale a pena ser assistido.
Então corre estourar a pipoca, aproveita e pega uma barra de chocolate (vai te render uma energia extra pra atravessar a noite chuvosa e escura de Abraço de Mãe) e curta seu filme na Netflix.





