Síndrome da Apatia, dirigido por Ingrid Malmsten, acompanha a jornada de uma família russa que tenta reconstruir a vida na Suécia depois de fugir da violência e instabilidade em seu país. Sergei (Alexei Dubrovsky) e Natalia (Irina Petrova) precisam parecer equilibrados e confiáveis o bastante para conseguir o asilo, enquanto lidam com o passado que os assombra e a ansiedade causada pela situação atual.

Devido ao alto estresse familiar, as duas filhas do casal entram em estado de coma. A síndrome da apatia. A história é carregada de palavras não ditas e ambiguidade. A atuação de Daria Kolesnik, que interpreta Alina, a filha mais velha, traduz o peso de quem está no meio do caminho entre entender a realidade e blindar-se dela.
A ambiguidade se dá na forma como o governo sueco é pintado. Apático. Apesar das evidências do sofrimento da família, a isenção fala mais alto. A “apatia” do título não é só uma condição médica, mas também um estado social.

Passado, asilo, problemas e ansiedade. Essas são as quatro coisas fundamentais que Sergei e Natalia precisam esconder de suas filhas para serem avaliados como bons pais.
O enredo gira em torno de uma questão difícil: o que é ser um bom pai ou uma boa mãe? Vale mais esconder os problemas para proteger os filhos ou expo-los a realidade e lidar com as consequências?







