“Cinco anos após os acontecimentos em Connecticut, um casal Warren mais velho e à beira da aposentadoria se vê enfrentando um poderoso inimigo do passado, que atormenta não somente uma família inocente, como também sua própria filha, Judy Warren”.
Escrito por Ian Goldberg, Richard Naing, e David Leslie Johnson-McGoldrick, baseado em uma história criada por McGoldrick e James Wan, cinematografia de Eli Born, dirigido pelo carimbado Michael Chaves, e contando no elenco com Patrick Wilson, Vera Farmiga, Orion Smith, Madison Lawlor, Mia Tomlinson, Ben Hardy, Rebecca Calder, Elliot Cowan, e Steve Coulter, Invocação do Mal 4: O Último Ritual é uma emocionante “carta de despedida” da família Warren para os fãs da franquia.
“O Diabo chegou à Pensilvânia”

De maneira profunda e significativa, Invocação do Mal 4: O Último Ritual encerra a linha da história principal, da família Warren, – que teve início em 2013 – com um filme eletrizante do começo ao fim, e que nos transporta em uma montanha russa de sensações, sendo muito emocionante.
“Baseado em uma história real”… – Quem aí não estava com saudade dessa frase na franquia?
Inspirada no midiático caso da família Smurl, aqui a história se passa em 1986 na Pensilvânia, e traz praticamente todos os elementos pelos quais a franquia, e principalmente a série de filmes Invocação do Mal se tornou tão popular, como diversas entidades, casa mal assombrada, arrepios percorrendo a espinha, Annabelle, os infames jump scares, efeitos especiais, e claro, toda a relação familiar e religiosa dos Warrens.
Eu adorei o longa, saí muito satisfeito da sessão, com a sensação de ter presenciado o ponto alto da franquia, e um grandíssimo entretenimento do terror moderno que fora produzido com muito carinho e esmero.
“Não encoste em nada, tudo aqui dentro é assombrado, amaldiçoado, ou foi usado para algum tipo de ritual”.
É difícil destacar um ponto positivo bastante singular, já que a maioria dos elementos funcionaram muito bem mesclados, como ‘tomadas’ (takes) bem interessantes abrilhantadas pelos recursos digitais, e atuação precisa.
Vale a pena fazer menção a escolha dos atores que interpretaram as versões jovens do casal Warren, que através da atuação passaram muita credibilidade.

No entanto, o filme não é perfeito, e apesar de não estragar a experiência, pude perceber alguns pontos negativos, que me desagradaram um pouco. No roteiro, uma fala pontual da Lorraine poderia ter sido melhor elaborada, proporcionado um discurso que enriqueceria ainda mais a obra, e não foi feito, ficando em um clichê bem pobre no lugar. Assim como em uma atitude e comportamento da Judy Warren, que eu achei que não condizia exatamente com o que era esperado da personagem, mas, que entendo, foi necessário para a trama continuar se desenrolando.
E por fim, uma cena específica com muito sangue, que ficou um tanto artificial.
[SPOILER ALERT]: Ao final do filme acontece uma homenagem um pouco mais ampla à franquia, com a participação muito breve de alguns atores e atrizes dos três filmes anteriores.
Invocação do Mal 4: O Último Ritual é um ótimo entretenimento, com um elenco acertado, boas atuações, história bem escrita, efeitos visuais acima da média, e direção e cinematografia que conversaram em alto nível. Dito isso, nota 4,5 de 5.





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