“Um ano após aprisionar a boneca Annabelle em um móvel em sua sala dos horrores, o mal é liberado, dessa vez, em uma noite alucinante atrás de sua filha”.
Escrito e dirigido por Gary Dauberman (Until Dawn: Noite de Terror), baseado em uma história de James Wan (O Macaco), produção de Wan e Peter Safran, e estrelado por Mckenna Grace (Ghostbusters – Apocalipse de Gelo), Madison Iseman, Katie Sarife (Welcome To The Blumhouse: Nocturne), Vera Farmiga (Godzilla II: Rei dos Monstros), Patrick Wilson (Aquaman 2 – O Reino Perdido) e Michael Cimino, Annabelle 3: De Volta Para Casa é um terror bem feito, mais suave, porém, que ainda assim proporciona muitos calafrios.

No geral eu gostei do filme, ele é repleto de boas ideias, possui atores que dão conta do recado, o tempo todo tem tensão, suspense, antecipação, em alguns momentos sustos honestos, e aquele frio percorrendo a sua espinha. É um filme mais leve, com um tom mais adolescente, “quase infantil”, tentando evocar uma época bem mais simples, nos anos 1970.
As premissas são simples e até bem executadas. Como seria se um dia todos aqueles espíritos e maldições ficassem soltos pela casa dos Warren? E além disso, como era a vida da pequena Judy tendo pais tão diferentes, morando em uma casa tão peculiar?
Por fim, a obra é uma grande homenagem à filha dos Warrens, assim como ao próprio casal de demonologistas, inclusive sendo lançada no mesmo ano do falecimento da Lorraine Warren.
É uma uma película bem acertada, muito bem produzida, com um baita nível de qualidade em imagem, som e edição.
Os atores dão conta do recado, entregando de maneira satisfatória as suas atuações, passando credibilidade a suas personalidades, e assim ajudando na imersão da história.

O roteiro é simples, trabalha de maneira razoável o desenvolvimento dos personagens principais, amarra bem alguns dramas, e nos trás um filme que apresenta aspectos do luto, da superação, proporcionando elementos sobrenaturais, psicológicos, e inserindo um pouco de humor no meio de tudo isso.
Como pontos neutros posso citar a presença inúmeras assombrações, objetos amaldiçoados, e elementos sobrenaturais, que aparecem muitas vezes como uma espécie de “product placement”, alguns com pouco, outros com nenhum desenvolvimento, estando lá apenas para uma homenagem a aparições anteriores, ou quem sabe serem utilizados futuramente. Não estraga a experiência, mas também não enriquece tanto assim.
Em retrospecto não parece ser uma produção que falhou no que se propôs a fazer, então não tenho muito o que trazer como ponto negativo intrínseco. Existem algumas questões em relação ao andamento, a mudança de tom das cenas iniciais para o restante do filme, e o pouco desenvolvimento de algumas “entidades”, mas, parece ser um filme mais light em profundidade e em horror.
De maneira pessoal, sim, posso apontar novos aspectos e reforçar outros, já que eu gostaria de ter assistido um filme mais maduro, mais complexo, e mais violento, pois acredito que “De Volta para Casa” teve potencial para ser muito mais intenso.
Mas enfim, dentro do que foi proposto, um filme mais tranquilo, ele se manteve na média.
Um bom entretenimento de terror para quem busca uma experiência leve, emocional e bem produzida, uma entrada satisfatória para a franquia “Invocação do Mal”, mantendo a qualidade da franquia Annabelle, mas, com certeza, não sendo melhor, na minha opinião, do que o segundo filme “Annabelle: A Criação do Mal”.
Por esses motivos, nota 3,5 de 5.













