No Fim do Túnel

"No Fim do Túnel" mantém a tensão em um nível de alta voltagem

06.10.2016 │ 10:17

06.10.2016 │ 10:17

"No Fim do Túnel" mantém a tensão em um nível de alta voltagem

Rodrigo Grande, diretor de No Fim do Túnel, não se atém às fórmulas dos filmes de suspense para criar seu thriller. Na verdade, o longa argentino parece mais ter fobia às fórmulas banais do gênero.

Na trama, Joaquín (Leonardo Sbaraglia, de O Silêncio do Céu) é cadeirante e vive solitário em sua velha e escura casa. Por isso, acaba alugando um de seus quartos do andar de cima para a stripper Berta e sua filha, Betty. A presença delas alegra um pouco a casa e a vida de Joaquín. Mas o que ele não imagina é que, malandramente, tudo não passa de uma estratégia da moça e de seu namorado, o criminoso Galereto (Pablo Echarri, de Papéis ao Vento), para criar um túnel por baixo da casa e roubar um banco vizinho.

O cenário principal do filme de Rodrigo Grande é a casa de Joaquín. Ela se torna quase um personagem extra dentro da história e serve para mostrar que Joaquín é assombrado pela falta de sua mulher e é um personagem atormentado que poderia muito bem povoar a obra de Edgar Alan Poe.

Joaquín vai se envolvendo nos planos da gangue que planeja roubar o banco e à medida que isso acontece, literalmente, ele arrasta o espectador junto. Os subterrâneos opressivos do mausoléu em que o personagem transforma a casa fazem com que nos preocupemos com sua segurança.

A capacidade de Rodrigo Grande para manter a tensão (e a atenção) do espectador durante toda a projeção compensa alguns possíveis excessos que o filme poderia desenvolver. A um passo do improvável, ficamos torcendo para um ladrão que rouba ladrão… e com a expectativa, nem mesmo percebemos que roemos todas as unhas durante o processo.

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