“Escute, o que é isso? – É O Som da Morte“
Escrito por Owen Egerton (Alucinação Fatal), dirigido por Corin Hardy (A Freira), e com Dafne Keen (Logan), Sophie Nélisse (Yellowjackets), Sky Yang, Ali Skovbye, Percy Hynes White (Wandinha), Michelle Fairley (Game of Thrones), e Nick Frost (Todo Mundo Quase Morto) no elenco, O Som da Morte é um terror sobrenatural no máximo mediano.
“Um grupo de adolescentes encontra um artefato misterioso em sua escola, e após utilizá-lo, um a um dos amigos começam a morrer.”

Claramente inspirado em histórias simples de filmes B dos anos 1980, assim como de produções dos anos 1990 e início dos anos 2000, O Som da Morte é praticamente um Premonição para a última leva da Geração Z e os mais velhos da Geração Alpha, e que se preocupa mais em “Farmar Aura”, do que necessariamente contar uma boa história ou trazer qualquer tipo de reflexão moral – pelo contrário, a inversão de valores é implícita e protagonista na obra.
Em O Som da Morte quem utiliza o artefato misterioso encontrado, – uma espécie de instrumento ritualístico, conhecido como “apito da morte Azteca” – é atormentado por uma figura misteriosa, que se aproxima e faz a pessoa encarar a própria morte. Ou seja, os protagonistas são perseguidos por uma espécie de assassino sobrenatural, e ao perceberem isso, precisam investigar e descobrir uma maneira de se livrarem da “maldição”, o mais rápido possível.
A história é fraca, quase inexistente, a maior parte dos diálogos e frases soltas são embaraçosos, o desenvolvimento dos personagens é pífio, elementos visuais são abandonados ao longo da película, o world building, mitologia e folclore são esquecíveis, e as soluções para o clímax certamente soaram criativas e geniais na cabeça do roteirista, mas, que não foram bem executadas, e por vezes bastante “ex-maquina”.
*Fiquei o tempo todo pensando “Isso é uma sátira?”, mesmo assim fique até o fim dos créditos, e não é que tinha uma cena? Foi aí que concluí que O Som da Morte é mais uma tentativa fracassada de sátira ao terror, do que um filme que 7tenta agradar aos fãs do gênero.

Para fechar a análise dos pontos negativos, a atuação da atriz que interpreta a personagem principal é uns 90% inexistente, como se nem quisesse estar alí.
O ponto forte de O Som da Morte são a imagem e o valor de choque que ela apresenta, desde efeitos visuais e especiais que impressionam, a violência e criatividade das mortes, – algumas com muito gore e splatter – até certas cenas de composição “videoclíptica”.
Dizem que esse tipo de filme é só sobre violência e morte, no entanto, não precisa ser só sobre isso, a oportunidade foi dada, porém, bem mal aproveitada.
É um filme que impressiona pelo visual, mortes marcantes e criativas, mas, que não se aprofunda nos elementos folclóricos, sobrenaturais e de construção daquele mundo, o que me leva a dar uma nota baixa; 2 de 5.







