Depois de apresentar ao público infantil os misteriosos guardiões domésticos inspirados no folclore do leste europeu, Denis Chernov aposta em uma sequência animada que mantém o espírito leve e aventureiro do primeiro longa.

Em Os Peludos 2, o grupo se vê sob ameaça real depois que Finnick acaba perdendo sua capacidade de ficar invisível, algo que, estranhamente, afeta não só ele, mas todos os peludos. Felizmente, Christine continua ao seu lado, e a nova aventura dos dois os leva em busca de uma solução que devolva o equilíbrio da existência das criaturas mágicas e as mantenha em segurança.
A fórmula de aproximação do folclore e da mitologia que funcionou tão bem no primeiro filme volta a ser aplicada aqui. Ainda assim, dessa vez a narrativa parece ir menos longe com a proposta, preferindo focar mais na aventura do que na expansão desse universo.

Visualmente, o longa funciona quase como uma extensão direta do primeiro. O dinamismo da animação se manteve, acompanhando o estilo acelerado comum ao gênero infantil, mas ainda preservando aquele charme específico de uma produção fora do circuito americano. Existe personalidade na estética, principalmente na construção dos cenários e na movimentação dos personagens.
O que talvez tenha faltado sejam surpresas além da própria continuação da história, mas isso dificilmente será um problema para quem gostou do primeiro filme. Os Peludos 2 entende exatamente qual é seu público e entrega mais uma aventura divertida, movimentada e cheia de amizade, mantendo viva a sensação acolhedora que a franquia construiu desde o início.





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