“Em sua primeira Road Trip, um casal se depara com um acidente na estrada e encostam para ajudar, o que eles não poderiam esperar, é de que a sua falta de experiência os faria ser vítimas de um PASSAGEIRO DO MAL.”
“Não dirija a noite, e não pare por nada!”
Escrito por Zachary Donohue e T.W. Burgess, dirigido por André Øvredal (Drácula – A Última Viagem do Deméter, A Autópsia), com cinematografia de Federico Verardi, trilha sonora por Christopher Young e estrelado por Jacob Scipio (Bad Boys para Sempre), Lou Llobel (Fundação), Melissa Leo (O Vencedor) e Joseph Lopez. Passageiro do Mal é um “Road Trip” de terror sobrenatural que nos aproxima um pouco da cultura de quem vive na estrada.
Habitantes dos cantos escuros das estradas noturnas, sejam bem-vindos a mais uma crítica cinematográfica do horror.

Tyler e Maddie precisam dar um tempo na correria do dia-a-dia, e para isso decidem mudar completamente de vida, adotando um modelo nômade, viajando pelo país em sua nova van adaptada.
Poucos filmes de terror se importam em adicionar um pouco de cultura à sua mistura, e Passageiro do Mal se esforça em demonstrar como é estar imerso no mundo nômade, das vans adaptadas, dos motorhomes, das comunidades, assim como dos comportamento e os mistérios que as cercam.
A obra tem dois componentes culturais fortes, como o já citado estilo de viver na estrada, e o católico, ao inserir São Cristóvão, o padroeiro das estradas, como um elemento chave de proteção.
As atuações são boas para um filme como esse, e transmitem o necessário para manter a imersão e interesse do espectador.
E além disso, é um filme muito bonito, com cenários deslumbrantes, fotografia e cinematografia que sabem conduzir a história, sobretudo nos momentos mais emocionais.
Apesar de ser um filme bem metódico, nem tudo é tão bem executado, com alguns elementos às vezes precisando de um pouquinho mais de tempo de tela.

A história prévia (background) dos personagens principais não é bem desenvolvida, o que dificulta no envolvimento com o espectador.
Alguns elementos são entregues, funcionam bem, mas, às vezes soam convenientes e/ou oportunistas, não são Ex-Máquina, pois já foram construídos lá atrás, mas pecam na não naturalidade.
Passageiro do Mal é uma obra simples, que mistura a temática de viagem de carro com o terror sobrenatural, proporcionando momentos de arrepiar, principalmente pela construção de clima, e quebra expectativa, assim como pelo uso dos chamados “Jump Scares”. Ganha pontos por ser bem amarrado, ter uma bela cinematografia, e pelos bons sustos, mas que dá uma caída na construção e desenvolvimento dos seus personagens, no drama não tão interessante, e na mitologia, que apesar de interessante e com potencial, não é bem aprofundada como poderia.
“Eu sou o passageiro. Eu rodo sem parar” – Capital Inicial – O Passageiro
Prós e contras bem analisados, Passageiro do Mal é um bom entretenimento para quem gosta de terror sobrenatural, belas paisagens, cultura nômade e um pouquinho de ação. Nota 3,5.





