Resenha │ Sombras da Noite

20.06.2012 │ 06:18

Em tempos de vampiros brilhantes, Tim Burton resgata a lenda, já batida, dos vampiros de uma maneira bizarra: trazendo-os para os anos 70. Tempos da brilhantina.
“Sombras da Noite” é o que se pode esperar de um longa de Burton: entretenimento familiar de qualidade, sem sustos e um humor sutil e, embora em alguns momentos, escatológico, mas que geram risadas bem colocadas.
Nessa nova parceria com Johnny Depp, o qual dessa vez interpreta um vampiro que depois de aprisionado por 196 anos, acorda em meados da década de 70, Burton se esbalda no terreno do sobrenatural, que o faz remeter a “Os Fantasmas se Divertem”, “Edward Mãos de Tesoura” e “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”.
Todos os elementos que Burton tanto preza estão ali: uma fotografia estarrecedora que engrandece a direção de arte e uma trilha sonora bem colocada, junto com o mix de atores cativos do diretor. O ritmo é bom (o que incomodava em “Alice no País das Maravilhas”), mas o roteiro demonstra alguns furos, o que nunca é o forte do cineasta, o qual nunca dirigiu um roteiro próprio.
Com mais prós do que contras, “Sombras da Noite” se mostrará um ótimo entretenimento para os iniciados ou não no cinema desse excêntrico cineasta.

Sombras da Noite

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