É noite no acampamento Nightwing. As barracas já estão montadas, os monitores fingem que têm tudo sob controle, e os adolescentes fazem o que adolescentes fazem em filmes de terror: tomam decisões ruins. A brisa é leve, a trilha do Kansas toca baixinho ao fundo… até que o sangue começa a jorrar como se alguém tivesse virado a torneira do inferno.
Dando continuidade ao caos iniciado em 1994, a diretora Leigh Janiak volta com mais estilo, mais referências e um banho de sangue digno dos melhores slashers old school. Rua do Medo: 1978 é basicamente o filho bastardo de Sexta-Feira 13 com Carrie, a Estranha, só que criado numa colônia de férias amaldiçoada e com diálogos mais espirituosos.

Sadie Sink (a Max de Stranger Things, caso alguém tenha vivido numa caverna) entrega uma performance de dar orgulho a qualquer final girl clássica. E o visual? Um desfile de shorts curtos, meias listradas e topetes desalinhados, tudo embalado numa fotografia meio sépia, meio nostálgica, meio “vou morrer logo”.
Tem gore? Tem, e muito. Mas o que surpreende mesmo é o quanto o filme consegue equilibrar horror visceral com momentos genuinamente engraçados. As piadas entram com naturalidade, como se os roteiristas soubessem que, pra aguentar tanto desmembramento, o público precisa rir. E rir, a gente ri.

Mais sombrio que o anterior, mas igualmente divertido, Rua do Medo: 1978 mostra que o terror adolescente, quando bem feito, pode sim ser sangrento, barulhento e deliciosamente cínico.





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